Dedo no gatilho

Capítulo 5 – Judas ou Herói.

São Paulo, estrada em direção morro dos palhaços.

Agora.

Apunhalada pelas costas, pelo homem que acabará de salvar.
Pelo homem que deixará dividir sua cama por diversas vezes, quando ela disse ao pai que viveria com Mike e não suportaria mais aquela vida tediosa e sem graça, nunca imaginaria que o frio na barriga que sentiria dali pra frente, seria de um calibre tão alto.

O tiro foi preciso e calculado, mesmo no estado que estava Brian era um excepcional atirador e não acertou nenhum órgão, apenas a imobilizou por uns segundos que foi o suficiente para faze-la perder o controle da direção de um carro a duzentos quilômetros por hora, e quando ela se deu por si já era tarde demais, o carro fazia um zig zag na pista.

– Bárbara eu não acertei nenhum órgão vital seu, não quero te matar, tivemos algo bom, não vou desperdiçar uma delícia como você – Brian falou calmo e com um sorriso sujo no rosto e continuou discorrer; apenas te atingi para você não fazer nada estupido, você é nova vai ser presa por tráfico e porte de armas e mais um bocado de coisas, mas vai se sair bem na cadeia, seu papai provavelmente banca sua fiança sua vagabunda, então só para a porra do carro e se rende, e eu preciso de cuidados médicos. – Disse um Brain orgulhoso de sua operação e de ainda estar vivo.
Mas para sua surpresa Bárbara fez o inesperado e como numa rodada de Blackjack ela apostou na sorte de pegar mais uma carta, quando já estava com dezoito pontos.

– Brian seu filho da puta, judas do caralho… ser presa? Você acha que vai se safar dessa assim? Que vai para o hospital ser curado e virar o herói? – Bárbara Gargalhou e continuou; – VAMOS MORRER JUNTOS ENTÃO SEU MALDITO – gritou Bárbara, enquanto virava o volante com tudo e puxava o freio de mão.

Ao mesmo tempo, ela ouviu um segundo disparo, mas a bala não a atingiu, pois, a gravidade trabalhava naquele instante que o carro já estava no ar, e depois disso Bárbara apenas viu seu mundo girar de câmera lenta, e desmaiou.

O carro estava tão rápido que a pressão dá freada inesperada, o arremessou no ar e o fez girar duas vezes antes de tocar o solo.

Dizem que quando você está prestes a morrer, um filme dá sua vida passa por sua cabeça, não é? Não sei o que Bárbara viu, mas quando a liga de aço daquele carro bateu a primeira vez no solo a força do impacto eram impressionantes 1.093 KN que equivale a três vezes o peso total do impala, e isso era o suficiente para estraçalhar o carro como se fosse uma lata de sardinha, Bárbara estava de sinto e isso a manteve no lugar enquanto o impala capotava, o corpo humano não é feito para aguentar tamanha pressão e Brian não tivera a mesma sorte e quebrou o pescoço na segunda batida do automóvel no solo, testemunhas que estavam em um bar para caminhoneiros na beira da estrada disseram a polícia, que viram o carro capotar oito vezes, outros disseram que até mais e arremessar um rapaz no ar já sem vida, mas a motorista por um milagre abriu a porta e saiu se arrastando pela estrada.

– Motorista? Era uma mulher que estava fugindo naquela velocidade? Perguntou o agente da narcótico impressionado.
– Pode descrever como ela era? Perguntou com certa pressa.
– Capitão, todos que foram questionados, disseram o mesmo sobre a moça, senhor.
– O agente começou a descrever; Ela é branca como leite, usava calças jeans com rasgos nos joelhos e é alta com um metro e oitenta mais ou menos, seus cabelos são ruivos e grandes e tem um braço tatuado com caveiras e rosas. Ouvi dizer que é uma mulher linda e esbelta, disse o policial com meio sorriso no rosto.

A estrada já estava interditada, policias por toda as partes, o corpo do homem que fora arremessado já estava sendo levado pelo IML, o identificaram como um agente da narcótico infiltrado para a operação três coelhos, graças a ele foi possível pegar os traficantes do morro do menor, a milícia local e a quadrilha dos palhaços que comandavam o morro de mesmo nome, três coelhos com uma cajadada só, brincou o capitão, mas infelizmente o herói morreu.

E enquanto isso.

São Paulo, complexo do menor.

No meio da guerra, agora.

– Senhor comandante dois dos palhaços conseguiram fugir, em um impala 67, mas já tem polícia no encalço deles.
– Porra, mas vamos torcer pra que peguem eles, vamos nos concentrar aqui, e agora. Não pegamos o menor ainda, a milícia toda já está morta e o chefe dos milicianos que é um filho da puta dá polícia militar já está sendo trabalhado no saco, logo ele entrega outros milicianos que não estão aqui hoje.
– Certo senhor, o Brian conseguiu mesmo fazer a operação dar certo, que colhões o filho da puta tem em senhor, a rodada de cerveja para ele amanhã é por conta do batalhão.
– É mas essa noite ainda não terminou, disse o comandante saindo de trás do muro e matando dois traficantes que carregavam uma AK-47 e uma Glock 17. Vamos temos que acabar isso logo.
– Cambio Pode mandar subir os blindados e traz o falcão, para sobrevoar vamos terminar com isso agora.

– Entendido comandante, cambio desligo.

 

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Sobre Thiago D.

Minha maior arte é a forma que eu vejo o mundo e as coisas que acontecem ao meu redor, tenho uma empatia muito grande, entendo como as coisas estão acontecendo ou devem acontecer e isso ajuda na minha percepção para fazer sistemas, estruturar raciocínios lógicos e a construir textos, contos e afins. Busco colocar em palavras os mais diversos sentimentos e sensações, o que escrevo não é autobiográfico, eu chamo de usar a vida como matéria prima. Meu jeito de escrever é esse, e se me perguntarem isso é ficção? Ou não é ficção? – Está no papel(no caso, tá no blog), aconteceu ou não, é ficção.

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