Tudo o que amamos.
Emy era uma senhora de seus sessenta e poucos anos e trabalhava naquele elevador fazia mais de trinta, fora sempre uma mulher guerreira e forte, porem muito cética com as coisas de sua vida, não era muito religiosa.
Naquele elevador já ouviu e contou histórias de todos os tipos, desde que chegara no prédio ainda moça, fora tratada muito bem por todos os moradores do Gran Hotel Residencial e fez diversas amizades, além de conhecer de cabo a rabo cada morador do prédio e em qual andar eles desciam.
Ela era conhecida por sua simpatia e alegria todos os dias, por não reclamar da vida nunca.
Mas hoje entrou um rapaz diferente no seu elevador, branco como neve, com cabelos dourados como ouro e que transmitia uma sensação de paz, usava um sobretudo por cima da roupa e tinha uma expressão séria no seu rosto.
– Bom dia, qual andar ? – Perguntou Emy ao homem que era estranho para ela.
– Vamos até o último dos andares, vim ao seu encontro. – Disse o anjo, com um sorriso no rosto e completou.
– Lá tem pessoas que te esperam.
Enquanto o anjo levava a alma de Emy aos céus, os vivos a encontram no elevador tombada.
Ataque cardíaco disseram, quantos sonhos o mundo já levou de Emy. E agora tirara sua vida, para muitos ela fora um rascunho de felicidade.
Mas a vida é assim e não passa de uma longa perda de tudo o que amamos.
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