O menino corria e todos, o viam em seu encalço.

– HAHAHAHA. – Não vai nós pegar. – Gargalharam.

Estava perseguindo outros quatro garotos.

– Vou sim, vocês vão ver. – Afirmou o menino.

Seus corpos voavam pelas ruas, enquanto desviavam dos pedestres.

O vento passava por seus corpos com uma pressão fluida por conta da velocidade, quando se é criança é assim seus pés te levam aos lugares e o vento toca seus rostos dando a adrenalina.

Seus pulmões parecem querer queimar o combustível da juventude e quando os meninos largam os chinelos no chão, é como se ganhassem uma velocidade absurda.

A imaginação quando somos crianças é demais né ?

Os meninos brincavam enquanto gotas de água começavam a cair do céu, eles vão se sujar, vão se cansar e no final do dia vão se lembrar sozinhos daquele dia em seus colchões.

E no dia seguinte sem ter dúvidas, preocupações estarão lá descalços e correndo.
Com sorrisos estampados nos seus rostos. Brincando com o tempo que para eles é o Saara na ampulheta.

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