Denzel Washington destruiu meu coração com esse filme e sua mulher interpretada por Viola Davis costurou-o depois, amei os dois juntos que par excepcional que formaram nesse drama poderoso, a química que ela e Washington compartilham estão com certeza entre as melhores da década.

O desempenho de Viola é surpreendente e devastador, e às vezes pode até ser insuportavelmente doloroso de assistir, pois ela monstra com naturalidade como uma esposa e mulher pode lutar para manter o equilíbrio no caos.

Quando ela muda a dor dos fracassos percebidos por ela sobre o seu marido e diz tudo em sua cara após ele falar que vai ser pai de um filho que não é dela, é uma das cenas mais memoráveis, honestas e dolorosas que já assisti em filmes.

Denzel em sua interpretação magnifica como sempre faz, em Fences ele é o retrato de um homem muito complexo que luta para criar uma família, enquanto culpa o mundo ao seu redor por suas frustrações e faz reflexões sobre os eventos de sua vida

Baseado na aclamada e premiada peça teatral homônima. Um homem, que sonhava em se tornar um grande jogador de beisebol durante sua infância, acaba frustrado na vida como um catador de lixo.

O roteiro de August Wilson é sobre a condição humana, como temos o poder de moldar a própria vida, e os fantasmas de sonhos fracassados podem assombrar por toda uma vida. Contudo, encontramos a beleza na simplicidade.

É um filme sem uma pausa para respirar, e não há um momento em que queremos que eles parem.

As “cercas” que são construídas ao decorrer do filme, ressaltam a barreira que o personagem de Denzel ergueu entre ele, sua esposa e seus filhos, reconhece a injustiça histórica contra o povo negro, mas nos lembra que todos nós somos humanos e cometermos erros que geralmente vêm à custa de nossas próprias falhas pessoais.

O filme é sobre a vida, sobre o que é família e sobre as nuances que a vida pode nós trazer como esperança, paixões e dor, aceitação e negação.

Monstra que somos produtos de nossos tempos, as casas em que nascemos, e a linhagem do qual fazemos parte pode formar muito mais do que somos.

Pode ser o que nós nos tornaremos.

Essa é uma verdade que muitas vezes só os outros podem ver.

É um filme de grande importância, e com uma mensagem atemporal.

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