Poemas

Estruturas

Como me encantam os neuróticos!

Em sua culpa, crime e castigo

Pecado e perdão, trabalho e diversão

Uma vida evitando o perigo

 

Me encantam também os psicóticos,

Os paranoicos cheios de certezas

E os esquizofrênicos que vêm a verdade

Invejo tamanha proeza

 

E por último vêm os perversos,

O maior trunfo de nossa civilização

Por que nada mantém as ovelhas na linha

Como a ameaça de sua eterna danação

 

Quanto à mim, eu observo

Nada a sentir, falar ou fazer

Sem lutar, pulsar ou desejar

Somente essa febre por escrever

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Conatus: Substantivo. Latim para esforço; impulso, inclinação, tendência; cometimento. É um termo usado em filosofias de psicologia e metafísica para se referir a uma inclinação inata de uma coisa para continuar a existir e se aprimorar. Outros autores a chamaram de Vontade, Desejo, Pulsão, Elan Vital, a essência inconsciente que dirige suas ações para satisfazê-la quer você queira ou não. David Conatus, no entanto, não é um substantivo. É um verbo, uma ação, a ação de exorcizar em palavras minha visão da existência e do mundo, e de talvez conseguir um pouco de paz ao fazer isso. Já quanto a paz de vocês, leitores, isso eu não posso garantir. Prossigam por sua conta e risco.

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