Como me encantam os neuróticos!

Em sua culpa, crime e castigo

Pecado e perdão, trabalho e diversão

Uma vida evitando o perigo

 

Me encantam também os psicóticos,

Os paranoicos cheios de certezas

E os esquizofrênicos que vêm a verdade

Invejo tamanha proeza

 

E por último vêm os perversos,

O maior trunfo de nossa civilização

Por que nada mantém as ovelhas na linha

Como a ameaça de sua eterna danação

 

Quanto à mim, eu observo

Nada a sentir, falar ou fazer

Sem lutar, pulsar ou desejar

Somente essa febre por escrever

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