Filmes

Manchester À Beira-Mar

PESADO.

Eu me senti incomodado o filme inteiro, como se o caso do protagonista Lee Chandler zelador, interpretado por Casey Afflek fosse de alguém muito próximo a mim, e isso me deixou triste.

Dos filmes indicados ao Oscar esse é o que mais se aproximou da realidade, junto com Moonlight, na minha humilde opinião um desses dois devem ganhar o tão almejado Oscar de melhor filme, por n motivos e um deles é a história contada.

Pois nada melhor do que terminar um filme e sair desta experiência com a sensação de um silêncio ou de extrema euforia, não é raiva ou decepção que se sente,é apenas uma sensação que apenas coisas impactantes causam em nós e a atuação de Casey Afflek é o que torna o Manchester À Beira-Mar muito bom.

Nesse longa ele não está apagado, ele está morto, toda dor contida em silêncio se transforma em violência contra si próprio e por isso vemos Lee em um estado perturbador ao extremo, introspectivo e de estopim curto, a curvatura de quem está pra baixo, o olhar de uma pessoa sem vida, isso tudo é mostrado de uma forma muito sincera.

Com atmosfera fria e angustiante, o roteiro apresenta Lee por meio de flashbacks espalhados pela história e o espectador descobre, aos poucos, os tristes motivos pelos quais o levaram a ser o que é.

Eu não me lembro de ver um filme novo tão triste assim nos últimos anos. Mas não é aquela tristeza que te leva aos prantos, pelo menos comigo não foi assim.

O filme não apela em nenhum momento a recursos dramáticos pra emocionar o telespectador, pelo contrario mostra a rotina, a vida como realmente ela é.

 

 

 

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Sobre Thiago D.

Minha maior arte é a forma que eu vejo o mundo e as coisas que acontecem ao meu redor, tenho uma empatia muito grande, entendo como as coisas estão acontecendo ou devem acontecer e isso ajuda na minha percepção para fazer sistemas, estruturar raciocínios lógicos e a construir textos, contos e afins. Busco colocar em palavras os mais diversos sentimentos e sensações, o que escrevo não é autobiográfico, eu chamo de usar a vida como matéria prima. Meu jeito de escrever é esse, e se me perguntarem isso é ficção? Ou não é ficção? – Está no papel(no caso, tá no blog), aconteceu ou não, é ficção.

1 comentário em “Manchester À Beira-Mar

  1. Pingback: Rebobinando meus filmes de 2017 – De Saco Cheio e Mau Humor

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