– Dormiu a bela adormecida? – Perguntou Galford sabendo que não teria a resposta.
– Vamos acordar, pois o príncipe encantado está aqui para te beijar. – Galford gargalhou alto, da sua piada.

O choque foi tão intenso e rápido que Petros despertou espantado, como quando uma pessoa acorda de um pesadelo, sem saber o que houve e onde estava, mas nesse caso tinha uma única diferença: O pesadelo dele acontecia enquanto estivesse acordado.

– Vamos brincar mais um pouco? – Galford perguntou com uma expressão séria.

Petros gargalhou, ainda com o gosto de sangue na boca, olhou para o seu agressor e fez menção a se levantar e percebeu que não podia. Percebera que fora levado para um outro lugar e já entendeu o que significava tudo aquilo.

Estava com os braços e pernas presos em uma cadeira de aço velha e com uma cor enferrujada, mas suas mãos e pés se encontravam estendidos e livres para movimentação.

– Isso é tudo que tem? Acha mesmo que vão fazer eu confessar algo? – Perguntou um homem ainda tonto das pancadas que levou minutos atrás.

– Petros deixa eu te dizer o que vai acontecer daqui para a frente e você vai entender que não tem chance de sair dessa sala, sem uma confissão, você não tem opção e conselho de amigos, só depende de você o quanto vai querer sofrer, pois nós vamos…

E o alicate arrancou o polegar da mão direita de Petros.

– Dilacerar você tanto… – completou Galford abrindo um sorriso, tão espontâneo que se a morte sorrisse, teria estampado na cara um sorriso como aquele.

O anular foi decepado na ponta do dedo.

– Calma Petros, a dor vai demorar um pouco a surgir…

O indicador já não estava em sua mão, e foi nesse momento que o primeiro berro surgiu do fundo do peito daquele homem, feito um gutural sinistro que submetia a maldade a que fora infligido.

– Vamos Petros não durma agora, estamos nos entendendo. – Falou Galford dando dois tapinhas no rosto do homem.

– O cérebro de Petros acionou sua região de dores e quis se desligar por um momento, pois era o último recurso para não entrar em estado de choque e ter uma possível convulsão.

E assim o interrogado desmaiou pela segunda vez, agora restando apenas dois dedos na sua mão direita.

– Você está me decepcionando rapaz, vamos lá… Volte para mim, e a segunda descarga elétrica percorreu o seu corpo.

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Sobre Thiago D.

Minha maior arte é a forma que eu vejo o mundo e as coisas que acontecem ao meu redor, tenho uma empatia muito grande, entendo como as coisas estão acontecendo ou devem acontecer e isso ajuda na minha percepção para fazer sistemas, estruturar raciocínios lógicos e a construir textos, contos e afins. Busco colocar em palavras os mais diversos sentimentos e sensações, o que escrevo não é autobiográfico, eu chamo de usar a vida como matéria prima. Meu jeito de escrever é esse, e se me perguntarem isso é ficção? Ou não é ficção? – Está no papel(no caso, tá no blog), aconteceu ou não, é ficção.

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