Ex-militar aposentado e blá blá blá, esse era o clichê que teria que contar sobre Galford para você simpatizar e entender o dom dele para o mal.

Mas ele nunca fora um militar, nem mesmo algo que o desse uma patente, nunca fora para guerra e viu ou fez coisas terríveis pelo seu pais.

Porém Galford desde sempre gostou de ser cruel, quando jovem abria os gatos e cachorros da vizinhança, não que ele não gostasse de animais, não era nada pessoal, mas era a parte do seu dia que mais o deixava feliz, se assim pudéssemos dizer que ele sentia felicidade.

No dia que brigou pela primeira vez na escola, ele bateu tanto no garoto que o menino precisou fazer cirurgia plástica para concertar seu rosto e ele tinha apenas nove anos de idade.

Foi quando seus pais descobriram que seu filho tinha um certo prazer em ser sádico, em ver o terror no rosto de outros seres.

Galford teve muitos problemas durante a juventude e adolescência por conta do seu temperamento e personalidade psicopática, os pais o eternaram com quatorze anos em uma clínica, pois não tinham mais esperanças em ajudar o filho, onde Galford ficou por quatro anos e fora tratado como um animal selvagem, e nunca mais teve notícias da sua família.

Mas essa é uma história que contarei depois.

Com dezoito anos foi possível sair do Rehab Bird e então conheceu Holly uma agente de uma organização oculta no Brasil, que fazia interrogatórios e torturavam pessoas das mais diversas classes na época da ditadura militar.

E a partir daí não brincava mais com animais de estimação dos seus vizinhos.

E nem era punido por ser cruel e sádico, ao contrário quanto mais cruel fosse, melhor seria recompensado. Agora dez anos após ter saído do inferno que era o Manicômio: Rehab Bird, ele está casado com Holly e tiveram uma filha, ambos deixaram a organização e se dedicaram a família.

Mas o passado não os deixou.

E agora Galford está mostrando a Petros tudo que aprendeu e o tratando com toda experiência adquirida naqueles últimos anos.

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Sobre Thiago D.

Minha maior arte é a forma que eu vejo o mundo e as coisas que acontecem ao meu redor, tenho uma empatia muito grande, entendo como as coisas estão acontecendo ou devem acontecer e isso ajuda na minha percepção para fazer sistemas, estruturar raciocínios lógicos e a construir textos, contos e afins. Busco colocar em palavras os mais diversos sentimentos e sensações, o que escrevo não é autobiográfico, eu chamo de usar a vida como matéria prima. Meu jeito de escrever é esse, e se me perguntarem isso é ficção? Ou não é ficção? – Está no papel(no caso, tá no blog), aconteceu ou não, é ficção.

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