Nunca tem fim

Capítulo 7 – Lágrimas de Ódio.

– Ei petros? Cara você está péssimo.

– Como vou continuar minha história assim? – Galford falou irritado.

A primeira regra para torturar, Galford aprendeu na organização oculta em que trabalhou por anos, e era bem simples e obvia, mesmo assim muitos torturadores não respeitavam:

– Não pode matar o interrogado antes de obter o que se deseja dele.

E ao observar Petros, qualquer um diria que ele estava quase partindo para o outro lado.

O homem estava sangrando por diversas parte do corpo, tinha costelas trincadas, rosto inchado e hematomas de todas as cores possíveis espalhadas pelo corpo, mal mantinha os olhos abertos e a cabeça tombava de tempos em tempos como se pesasse uma tonelada.

Mas Galford entendia que não podia permitir que aquele homem morresse tão depressa.

– Bom, Petros vamos cuidar dessas feridas.

Galford foi até a porta de aço, abriu a comporta onde se podia observar o que acontecia lá dentro, e chamou sua mulher.

Fechou a comporta e aguardou, enquanto ouvia o barulho dos passos pesados pelo corredor lá fora.

Sabia que Holly ainda não tinha visto Petros e não imaginava qual a sua reação diante do sujeito, ela não era fria igual Galford.

A porta se abriu, com um empurrão e a força da natureza entrou naquela sala, segurando em sua mão um taco de baseball e na outra um kit médico.
Ela jogou o kit nos braços de torturador e foi em direção ao interrogado. Sem pronunciar uma única palavra.

– Não o mate, não obtive respostas ainda. – Disse Galford, preocupado.

Holly olhou rápido na direção do seu marido e assentiu com a cabeça, enquanto lágrimas escorriam por sua face.

Petros ergueu a cabeça pela última vez naquele dia, e observou os olhos de Holly. Sentiu medo pela primeira vez, pois entendia aquele olhar. Sabia que diferente do torturador aquela mulher faria o que tem que fazer com sentimento.

Ela deu a primeira tacada com toda sua força no joelho direito daquele homem, o baque foi tão forte que os ligamentos se romperam no mesmo instante que um quilo e meio de madeira maciça se chocaram com a lateral do seu joelho, ocasionando uma fratura exposta e o sangue começa escorrer por toda perna do homem, que arregalou os olhos e puxou bem profundo um berro alto o bastante para fazer Galford se lembrar dos tempos de Bird e se arrepiar todo.

– Filho da puta, desgraçado. – Holly pronunciou as primeiras palavras em horas.

– Hora de dormir. – Disse Holly erguendo o taco e acertando Petros na cabeça para que o mesmo apagasse.

– Vou cuidar bem de você Petros, vou cuidar bem. – A mulher falou entre lágrimas.

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Sobre Thiago D.

Minha maior arte é a forma que eu vejo o mundo e as coisas que acontecem ao meu redor, tenho uma empatia muito grande, entendo como as coisas estão acontecendo ou devem acontecer e isso ajuda na minha percepção para fazer sistemas, estruturar raciocínios lógicos e a construir textos, contos e afins. Busco colocar em palavras os mais diversos sentimentos e sensações, o que escrevo não é autobiográfico, eu chamo de usar a vida como matéria prima. Meu jeito de escrever é esse, e se me perguntarem isso é ficção? Ou não é ficção? – Está no papel(no caso, tá no blog), aconteceu ou não, é ficção.

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