Petros estava inconsciente e anestesiado enquanto Holly cuidava das suas feridas, precisavam daquele homem vivo por mais tempo, mas sua situação não estava nada favorável.

Perderá muito sangue, já recebia sangue e medicamentos na veia de novo, sua mão faltando dedos já não sangrava, pois os fios grudados aos antigos dedos fez o seu trabalho de carbonizar a carne e estancar o sangramento.

Holly, puxou fio a fio, limpou as feridas dos cotocos e enfaixou, enquanto o fazia, ela pensava que ainda é bizarro ver uma pessoa naquele estado, por conta do seu marido, o homem que ela divide a vida é capaz de mutilar e se sentir satisfeito com isso.

Mas esse pensamento se evapora da cabeça, quando se lembra de Liz. Com raiva ela puxa a faca de 30 centímetros do pé do homem de maneira brusca, fazendo jorrar mais sangue. O sangue a faz voltar a realidade e então ela estanca e enfaixa o pé do sujeito.

Todas demais feridas foram tratadas com pontos e ou limpas, inclusive o joelho com o osso exposto, que foi colocado no lugar e costurado, apenas para aguentar mais algumas horas, pois claramente com aquela perna nunca mais Petros vai conseguir andar.

– Galford, terminei. -Disse Holly com a voz embargada e trêmula.

Galford sabia que Holly estava prestes a ter um colapso e isso ocasionaria a morte prematura de Petros.

Galford abriu a porta.

– Vamos querida, precisamos descansar, amanhã eu e Petros vamos nos divertir mais um pouco.

Holly se levantou sem responder, passou por Galford com a mesma intensidade que entrará naquele cômodo, porém com um único pensamento diferente do marido.

Por ela, Petros já estaria morto.

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Sobre Thiago D.

Minha maior arte é a forma que eu vejo o mundo e as coisas que acontecem ao meu redor, tenho uma empatia muito grande, entendo como as coisas estão acontecendo ou devem acontecer e isso ajuda na minha percepção para fazer sistemas, estruturar raciocínios lógicos e a construir textos, contos e afins. Busco colocar em palavras os mais diversos sentimentos e sensações, o que escrevo não é autobiográfico, eu chamo de usar a vida como matéria prima. Meu jeito de escrever é esse, e se me perguntarem isso é ficção? Ou não é ficção? – Está no papel(no caso, tá no blog), aconteceu ou não, é ficção.

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