março 20, 2017

Capítulo 14 – Caos.

– Liz, Liz …. Liz, LIIIZZZ, Gritou Galford !!

Enquanto se levantava e via somente os destroços da escola aonde acabará de deixar a filha.

A explosão foi descomunal, foi tão forte que mesmo Galford distante, fora arremessado pelo ar como se fosse um boneco.

Cambaleando, com dores e pensando somente em sua filhinha, Galford foi em direção ao caos, gritando por ela.

O cenário era caótico, nem Bird chegava aos pés daquilo.

Crianças, pais, professores e a maioria daquelas pessoas que chegavam na escola por volta das sete horas da manhã, estavam mortas, feridas ou mutiladas, destroços de carros, motos, e concreto da escola por todos os lados, materiais escolares, mochilas de crianças, braços e pernas espalhados por todos lados, e o que se via era sangue, quanto sangue e fumaça.

Gritos, de todos os tipos e tons, desesperados, de socorro, de dor, de espanto e outros tentavam gritar e não saia som algum, depois naquele mesmo dia no noticiário seria apresentado o número absurdo de vítimas naquela escola, porém por mais egoísta que fosse Galford estava aflito em busca de uma em especial, Liz sua filhinha que ele acabará de encontrar com um pedregulho tampando todo o lado direito do seu corpo, ela estava sem o braço esquerdo e parecia dormir.

Galford com uma força descomunal tirou Liz do escombro, mas era tarde demais a garota fora esmagada por dentro, e perderá muito sangue por conta do braço decepado.
Galford sentiu o seu corpo estremecer diante do que via, já passará por tanta coisa e fizera tantas outras, mas essa sensação era diferente, ele estava sem chão, sem sua filha, aquela garotinha adorável que era pura e inocente, que dedicava suas horas a trazer felicidade para ele e a esposa.

Ela foi morta, assassinada de maneira tão precoce e brutal… E esses pensamentos vinham à tona enquanto lágrimas escorriam pelo seu rosto, Galford a abraçou deitada e sua visão foi escurecendo também, o baque que levará foi forte por causa do impacto da explosão e ele apagou assim, abraçado com sua filhinha morta.

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Sobre Thiago D.

Minha maior arte é a forma que eu vejo o mundo e as coisas que acontecem ao meu redor, tenho uma empatia muito grande, entendo como as coisas estão acontecendo ou devem acontecer e isso ajuda na minha percepção para fazer sistemas, estruturar raciocínios lógicos e a construir textos, contos e afins. Busco colocar em palavras os mais diversos sentimentos e sensações, o que escrevo não é autobiográfico, eu chamo de usar a vida como matéria prima. Meu jeito de escrever é esse, e se me perguntarem isso é ficção? Ou não é ficção? – Está no papel(no caso, tá no blog), aconteceu ou não, é ficção.

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