Um tripé com uma câmera fora ajustado em sua direção. Repita o que disse olhando para câmera, ordenou Holly no mesmo segundo que um chicote de couro arrancou um pedaço das suas costas. Petros Berrou de dor e começou a discorrer enquanto o sangue escorria nas suas costas.

– Fui eu que mandei explodir aquela escola! – Afirmou o torturado.

– Não… foi interrompido por mais uma chicotada que arrancou um talo da espinha, deixando o branco do osso visível.

Mas ele continuo, mesmo chorando. – Não me arrependo do que fiz, se cinco minutos poderiam ter sido vitais para aquele que morreu sufocado, incinerado ou mutilado. Cinco anos podem ter sido mortais para um amor dolorido por descompassos brutais.

Petros sorriu mostrando que faltava alguns dentes em sua boca, trabalho muito bem feito do Galford, que só observava o homem confessar.

– Sem frio na barriga a vida para de ter graça, não é mesmo? – Questionou o interrogado com meio sorriso na boca.

– A vida realmente escorre por dentre nossos dedos e nós estávamos a segurando tão firme em nossas mãos, não era?

– Depois que me matarem, não pense que acabou, pois esse foi só o início.

– O povo… Bando de idiotas, domesticados como porcos pelas regras que o governo os impõem e as suas chances, são circunstâncias ainda mais efêmeras que a vida que estamos vivendo agora.

O ponto que quero chegar é que cedo ou tarde, vocês descobrirão que o futuro nunca foi tão incerto.

Que a dor, e a saudade daqueles que se foram nunca tem fim.

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