Naquela sexta-feira, no jornal da noite o brasil veria um ato cruel, digamos que o pais estava saindo da ditadura e entrando para democracia e todos se chocariam com o que veriam nossos próximos cinco minutos, era tênue a linha da satisfação e horror que sentiriam após assistir aquele homem confessar as atrocidades cometidas por ele no território tupiniquim.

Ele era o monstro que explodiu uma escola infantil, em plena semana de aulas, o homem que comandava o BIRD, um manicômio de fachada, onde torturou e massacrou diversas pessoas durante a ditadura, junto com outros militares, a culpa não era somente dele, e que a algumas semanas atrás ele matou centenas de crianças, pais e professores, fora os feridos e os transtornos psicológicos que ocasionou nos sobreviventes e familiares.

Admitiu que foi um ato de vingança a esses traidores, que deixaram a culpa só para ele e por isso perdeu seu cargo militar. Discorreu sobre desonra, amor, corrupção e a vida.

Enquanto assistiam, famílias de todas regiões do pais se emocionavam, choravam e se assustavam quando o chicote de Holly acertava as costas do homem.

O céu parecia entender o que ocorria naquele noticiário, pois chorava e berrava de fúria com seus trovões por diversas partes do pais, e naquela noite a justiça foi feita, de maneira brutal e cruel, as famílias que perderam entes queridos naquela manhã  ou durante a ditadura, se confortaram, outras pessoas diriam que isso não era justiça e nem justificativa para tais atrocidades cometidas pelos carrascos daquele sujeito.

Mas uma coisa era certa naquele momento da transmissão de tv, Petros ex-coronel da exercito brasileiro, militar condecorado e desonrado, homem que cometeu um ato terrorista contra o próprio pais, não faria mais nada contra ninguém, pois naquele momento quando terminou a sua última frase o dedo de Holly puxou o gatilho.

E dali a transmissão se tornou somente estática, com um pais inteiro de olhos arregalados em frente das suas televisões.

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Sobre Thiago D.

Minha maior arte é a forma que eu vejo o mundo e as coisas que acontecem ao meu redor, tenho uma empatia muito grande, entendo como as coisas estão acontecendo ou devem acontecer e isso ajuda na minha percepção para fazer sistemas, estruturar raciocínios lógicos e a construir textos, contos e afins. Busco colocar em palavras os mais diversos sentimentos e sensações, o que escrevo não é autobiográfico, eu chamo de usar a vida como matéria prima. Meu jeito de escrever é esse, e se me perguntarem isso é ficção? Ou não é ficção? – Está no papel(no caso, tá no blog), aconteceu ou não, é ficção.

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