A sua mão abriu e fechou uma, duas, três e na quarta vez ele olhou para ela e viu que ainda estava tremendo.

Do seu ângulo de visão ele só conseguia enxergar sangue, um taco de baseball, um canivete e três pessoas mortas.

Uma delas era sua esposa.

O outro seu amante.

E o terceiro era ele mesmo, pois sua vida acabará de passar entre seus dedos. Cada tacada era uma sentença.
Cada facada uma pena.
Cada grito por socorro, suspiro e olhar se tornavam uma perfuração em sua a alma.
Isso os jornais não anunciariam, o mostro seria julgado e condenado.

O sujeito olhou novamente para os dois e uma lágrima escorreu do seu olho, pois era tudo que a vida tinha deixado para ele.

O desespero, o medo e tremor em sua mão ensanguentada.

Nesse dia um homem, se viu arrependido não de ter matado, mas sim de não ter negado a si o direito de ter apenas apagado ela de sua memória !

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