Quando eu estava no primeiro ano de faculdade, assisti pela primeira vez O Fabuloso Destino de Amélie Poulain. E devo dizer: foi amor à primeira vista. O filme me tocou em um nível muito profundo e até hoje a trilha sonora me emociona (. Esse texto não vai ser exatamente uma resenha do filme. Vai ser mais uma declaração de amor a ele e o tanto que ele reflete a minha personalidade. Mas eu acho melhor começar com alguns dados do filme para vocês não ficarem perdidos.

O Fabuloso Destino de Amélie Poulain é um filme francês de 2001 dirigido por Jean-Pierre Jeunet e estrelado por Audrey Tautou. Nesse filme é contada a história de Amélie (se bem que isso é meio óbvio, mas vamos em frente), uma jovem que veio do interior da França para morar em Paris. Ela se torna garçonete em um café chamado Deux Moulins. Amélie teve uma infância muito solitária devido a alguns fatores (assistam o filme, sério). Certo dia algo incomum acontece e ela parte em uma linda jornada de investigação e auto-conhecimento.

Sei que não revelei muito do filme, mas é porque eu quero que vocês vejam o filme e descubram essas coisas por si mesmos. Agora vou começar a minha rasgação de seda e o que nesse filme me representa.

Amélie tem uma imaginação muito fértil e seu mundo imaginário se sobrepõe como uma fina camada no mundo real. Ela está mais acostumada a ser uma espectadora do mundo do que uma das personagens dele. Eu também me sinto assim às vezes. Também sou muito imaginativa e crio histórias na minha cabeça (infelizmente sem os recursos cinematográficos para vê-los no mundo real). Eu vivo essas histórias de maneira tão intensa que as minhas emoções são afetadas, sendo possível que eu chore só de ficar imaginando situações. Muitas vezes eu tenho impressão que moro no meu mundinho e não na realidade.

Amelie precisou de um acontecimento para sair do seu mundo e viver na realidade. Eu não tenho como esperar algo extraordinário acontecer para me sacudir e viver a minha vida. Eu mesma tenho que comprar a passagem para fora da minha cabeça. Talvez eu viva uma aventura tão linda quanto a de Amélie. Quem sabe?

A todos aqueles que sabem do que eu estou falando pois vivem isso na pele (ou melhor, na cabeça): não vamos esperar pelo extraordinário, vamos atrás dele.

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