Nos últimos dias de turbulência pessoal, venho analisando a hipótese de não ser. Não ser o que, aliás?

Reconhecimento muitas vezes gera inveja, intriga e passadas de perna. Sim, tem gente que não lida muito bem na hora de dividir o reconhecimento e tem orgulho de mais para admitir o sucesso do colega. Essa carga de rancor ou de inveja, duramente dita, causa um mal estar naqueles que ainda estão começando o desafio e ainda estão se estabilizando na nova área. Resiliência wins.

Brilho demais incomoda e às vezes ter resguardo, evita muitos olhares maldosos e comentários negativos; fazer a sua parte com discrição e eficiência, longe dos holofotes pode ser uma boa maneira de ir se estabilizando.

Vejo que o problema dos invejosos não é a questão da eficiência de seus alvos, mas o sucesso, o mérito, o aplauso, o elogio; dividir a atenção é pesado para quem é carente. É preciso dar espaço para essas pessoas se sentirem bem, elas precisam de perceptibilidade.

A coisa toda envolve maturidade, já que muitas vezes seu trabalho só é recompensado por dinheiro ou graças num cantinho do bar e não como os invejosos gostam, ao vento.

Dinheiro é importante, mas reconhecimento para os invejosos é fundamental. Reconhecimento é bom para todo mundo, mas os mal resolvidos querem tirar o poder que te dão, nem que não seja vantajoso para eles, mas é pelo prazer, e esse sempre é um bom negócio.

Lembra-se de quando éramos crianças e éramos estrelinhas para nossos professores? A vida é uma grande professora que ainda nos considera uma estrelinha — dane-se se ninguém enxerga seu brilho, você inevitavelmente brilha com ou sem reconhecimento. Concentre-se no protagonismo da sua vida e saiba a hora de ser figurante no dia-a-dia, é mais saudável.

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