Fake

Somos filhos de uma sociedade que gritava por igualdade, que saia as ruas e pedia por representatividade, somos frutos de uma revolução que gritava, clamava e exigia respeito para todos.

Somos forjados pela luta, pelo desejo constante de sermos alguém, se sermos visto, sermos compreendidos. Ao final do dia, quando o sol se pôr no horizonte, e os tons de vermelho, laranja, e amarelo forem tomados pela escuridão, nossas cabeças repousem no travesseiro, e possamos sentir a leveza da liberdade.

Seriam essas as melhores definições para nossa geração? Não mesmo! Somos frutos de pessoas realmente revolucionárias, que usaram de seus movimentos para buscar liberdade, não unilateral, não só privilegiando os seus, mas mostrando para todos, que a liberdade é como a chuva serôdia que molha o gramado dos ricos e dos pobres.

A verdadeira revolução da representatividade é aquela que comtempla a todos, que nos faz refletir que a igualdade e a normalidade estão presentes no todo. Somos frutos de pessoas revolucionárias que entenderam que uma causa e um discurso realmente representativo, não fere outras pessoas.

Somos uma geração que esbraveja uma suplica falsa por representatividade. A grande maioria enquanto busca uma vitrine grande e limpa para expor seus valores, desqualifica os demais discursos.

São homossexuais que gritam durante passeatas pelo direito de ser e escolher o foco do seu amor, mas que agridem pessoas com sobrepeso e afeminadas.

São religiosos que sobem em seus púlpitos e gritam incessantemente a palavra amor, fazendo o eco alcançar as casas próximas, mas agridem um casal lésbico com um olhar acusador.

São pessoas com sobrepeso, que sofrem constantemente com gordofobia, e que sabem que o peso que realmente incomoda é o do preconceito, propagando discursos machistas.

Somos fakes, simples perfis falsos, que gostam de postar mensagens de 140 caracteres com discursos de empoderamento pela sua causa, mas que denunciam discursos diferentes.

Somos um geração cheia de mimimi, questionamos a tudo e a todos, desqualificamos, e excluímos pessoas.

Ao final do dia, quando o sol se pôr no horizonte, e os tons de vermelho, laranja, e amarelo forem tomados pela escuridão, nossas cabeças repousem no travesseiro, e possamos aproveitar a liberdade de sermos o juiz e o acusador, daqueles que ousam pensar diferente.

 

 

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Autor: Rodrigo Moura

Sou um mero aspirante a poeta, filosofo e escritor. Tenho 21 anos e moro na cidade do Gama. Costumo dizer que não domino o "segredo" da exímia escrita, mas vivo para escrever, e escrevo para viver. Torno cada palavra escrita e dita um motivo para acordar, um sonho para realizar e como força para respirar. Não escrevo um só gênero, porque acho que ainda não encontrei um que me defina, ou nunca encontrarei, talvez no final eu seja um transeunte entre gêneros, cujo o objetivo seja transmitir uma mensagem, seja ela, escrita ou falada.

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