Contos

Cancer of Humanity

Há cerca de um ano e meio,  em umas das escapulidas para ir a reserva florestal acampar com a galera da escola, eu e meus amigos encontramos uma trilha que jamais tínhamos visto, talvez fosse por causa da embriaguez ou todos aqueles efeitos nocivos do álcool e das drogas em nossas veias, e como todo jovem, […]

Há cerca de um ano e meio,  em umas das escapulidas para ir a reserva florestal acampar com a galera da escola, eu e meus amigos encontramos uma trilha que jamais tínhamos visto, talvez fosse por causa da embriaguez ou todos aqueles efeitos nocivos do álcool e das drogas em nossas veias, e como todo jovem, somos doidos por uma aventura e assim seguimos em frente naquela trilha, sinistra e macabra.

Nosso grupo era formado por três casais, apenas eu era de maior e fazia poucas semanas, os outros tinham de dezesseis a dezesete anos, porém tínhamos a aparência de pessoas mais velhas e bebíamos como tais também, então chegamos ao final da trilha, e lá existia uma faixa branca para que intrusos não passassem e ao lado uma placa onde estava sendo Identificado Lago Blackmoore, e então como todo jovem diante de uma regra, ignoramos e atravessamos a facha, fizemos uma fogueira bem próximo do lago, e dai se bebemos ? Tocamos? Zuamos a noite toda? Estávamos Apenas nos divertindo, Nada melhor do que a sensação de viver Livre e Selvagem… Não tinha ninguém vendo, isso era o que pensamos.

Após cansarmos de beber e zoar, eu e minha namorada Lily estávamos mortos de excitação, eu já conhecia aquele olhar, então logo dei boa noite para os meus amigos que continuaram na zoera, fomos para o começo da reserva florestal onde sempre ficávamos antes de ter conhecido aquela trilha, e assim tínhamos um tempo a sós, até nossos amigos voltarem também.

Montei a barraca às pressas e já fui logo me desfazendo das minhas roupas e Lily já se encontrava na barraca a minha espera, assim que entrei já fui recebi com um beijo que aumentava de intensidade a cada segundo, guiando-a contra o chão, parei, coloquei a mão por debaixo de sua blusa e abri um decote grande o bastante para brincar com seu corpo, arrepiando-a inteira.

Virei Lily de costa para mim, tirando sua blusa, eu sentia seus seios, e meu hálito quente em seu pescoço, junto com o suave e firme toque de minhas mãos pelo seu corpo, Lily com a calça já abaixada, e inclinada com a cabeça pressionada contra chão da barraca, comecei a passar a mão ainda por cima de sua calcinha, coloquei ela para o lado e então, entrei nela.

As estocadas eram compassadas com nossa respiração rápida e forte, logo os gemidos vieram, e cada vez mais altos saiam da boca de Lily, seu corpo respondia ao meu, entre tremores, e então ouvi berros, não era a Lily, não era nenhum de nós dois e os gritos começaram a se torna em desespero, então sai de dentro de Lily vesti minhas calças rapidamente, ainda tonto por causa do álcool podia ter sido apenas ilusão, mas precisava saber o que estava acontecendo lá fora.

Então pedi para Lily me esperar, nunca vou esquecer-me daqueles olhos, do medo que se encontrava neles.

Sai e fui o mais rápido que pude para o lago e quando cheguei lá, me deparei com a cena mais horrenda que já presenciei na minha vida, meus amigos todos mortos, abertos do umbigo até o pescoço, assim como se mata um porco, mas quem podia fazer uma coisa dessas? E por quê? Deveria está delirando, a aparência e detalhes dos corpos eram de dar embrulho no estomago, eu não podia fazer nada precisava ir ao encontro da Lily e avisa-la do que aconteceu, chegando a nossa barraca encontrei-a morta com uma corda ao redor de sua garganta, e no mesmo instante levei uma madeirada na cabeça, desmaiei e quando acordei.

Pulei de susto, ainda tonto e com uma sede tremenda, e então percebi que estava em outro local e com uma corrente em meu tornozelo, estava em uma espécie de calabouço, ouvi o chiado de uma porta se abrir, bate a mão no bolso e peguei meu gravador de voz que tinha levado para gravar nossas canções e apertei o botão de gravar.

Quando percebi uma fresta de luz iluminou parte do local, mostrando a sombra de um homem com uma faca em formato de cruz, em uma de suas mãos.

O homem foi descendo as escadas e assim passo após passo, recitando palavras estranhas e dizendo que fomos jovens do demônio, e que agora estava nós purificando, e como num piscar de olhos relembrei tudo que se passou até então, e tal homem olhou para mim e perguntou;

– últimas palavras?

– Então lhe respondi, antes que aquela faca cruzasse minha garganta, e extinguisse toda vida que havia em meu ser:

“Religião é o câncer da humanidade, há séculos decidindo o que você é, o que deve pensar, dizer e fazer, e a quem aplaudir ou odiar”.

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Sobre Thiago D.

Minha maior arte é a forma que eu vejo o mundo e as coisas que acontecem ao meu redor, tenho uma empatia muito grande, entendo como as coisas estão acontecendo ou devem acontecer e isso ajuda na minha percepção para fazer sistemas, estruturar raciocínios lógicos e a construir textos, contos e afins. Busco colocar em palavras os mais diversos sentimentos e sensações, o que escrevo não é autobiográfico, eu chamo de usar a vida como matéria prima. Meu jeito de escrever é esse, e se me perguntarem isso é ficção? Ou não é ficção? – Está no papel(no caso, tá no blog), aconteceu ou não, é ficção.

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