É maravilhoso estar apaixonada por alguém. Principalmente na fase das descobertas. Não estou falando de experiências físicas, juro. Estou falando das descobertas das afinidades e das diferenças. Ficar sabendo que vocês amam a mesma música antiga mas detestam a comida favorita de cada um. Ou que os dois têm a mesma mania ao colocar arroz e feijão no prato (o feijão vai por cima). Ou como chamar aquele alimento que opõe cariocas e paulistas (vou deixar a polêmica para o final). A propósito, eu e ele chamamos pelo mesmo nome. 

Mas chega o tão temido momento: a primeira divergência. Nesse momento parece que o mundo vai ruir, que esse relacionamento não vai durar, que as trombetas do Apocalipse soarão e os cavaleiros virão. Parece até que aquelas afinidades tão preciosas não existem mais. E pensar que imaginávamos como estaríamos em quatro anos. Com certeza juntos. 

Nessas horas é preciso respirar fundo e talvez se afastar para analisar a situação friamente. É o momento de colocar na balança tudo o que define esse relacionamento: afinidades, diferenças, momentos felizes, momentos tristes. O importante é não tomar nenhuma decisão precipitada. Dependendo do lado para o qual a balança pender, aí estará a sua decisão. Independente de qual for, não considere o passado tempo perdido. Tudo é experiência e aprendizado. 

Se a escolha for continuar, pense que esse foi apenas um percalço, sem querer diminuí-lo. Eles estão aí para mostrar o quanto somos diferentes e como ficamos calejados ao longo da vida. Cada pequena pedrinha no caminho irá ajudar a construir uma forte estrutura. E a duração dessa estrutura às intempéries entre outras coisas não é o mais importante. O que importa é todo o processo que fez essa estrutura crescer e se fortalecer. A ideia é não temer o futuro. Ele está sempre à nossa frente e nunca nas nossas mãos. 
OBS.: Se for recheada o nome é bolacha, se não for é biscoito. 

Anúncios