Contos

Uma noite qualquer

Espero, não entendo o motivo mas espero, como se fosse a última bala do revolver, aquela que decidiria ser um homem vivo ou morto sabe ? Bem vamos voltar a alguns minutos atrás, enquanto eu voltava da aula como de costume, andando por essas ruas desertas e cheias de sobrados e prédios abandonados, confesso que sempre […]

Espero, não entendo o motivo mas espero, como se fosse a última bala do revolver, aquela que decidiria ser um homem vivo ou morto sabe ?

Bem vamos voltar a alguns minutos atrás, enquanto eu voltava da aula como de costume, andando por essas ruas desertas e cheias de sobrados e prédios abandonados, confesso que sempre que passo aqui da aquele friozinho na barriga, infelizmente são poucos que moram para esse lado e eu ainda enrolei uns 30 minutos na porta da escola, então não seria dessa vez que não sentiria aquele friozinho, e pior por volta das 23:55h dessa sexta-feira, aconteceu uma coisa, não acreditei quando avistei aquela figura sinistra, pisquei varias vezes, esfreguei os olhos, pensei em acordar esperando que aquilo fosse um sonho, mas não era sonho, é real.

Aquela imagem impressionante e sobrenatural, estava realmente ali, na minha frente, um ser maligno, de olhos negros e profundos com seu jeito quase humano, mas com certeza não era um.

Fiquei com calafrios, comecei a suar frio enquanto, continuava andando com esperanças que aquele monstro não me avistasse, virei na primeira esquina, meus batimentos já estavam acelerados e tinha um pressentimento que algo ruim aconteceria, comecei a andar cada vez mais rápido e quando já estava a uma distancia significativa ouvi alguns Uivos.

Não me pareceria nada de mais, se eu não tivesse notado que era exatamente meia noite, e ainda por cima noite de lua cheia, e nesse exato momento avistei uma encruzilhada e no centro dela, la estava aquele bicho, se contorcendo e uivando enlouquecidamente.

Seus músculos cresciam, garras e pelos apareciam e naquele ritmo frenético de metamorfose ele se transformava em um licantropo, ou mais conhecido como lobisomem, desnorteado e com medo comecei correr em direção a um prédio, com aquela urgência de me manter vivo, meus instintos como os daquela fera surgiram, da pior maneira possível, mas surgiram.

E enquanto procurava algo pra me defender naquele prédio abandonado, escutava os uivos e a presença da fera a procura de sangue, e carne fresca para se alimentar e infelizmente eu sou a sua presa.

Com os poucos minutos que tenho tomei uma decisão e então sem mais ilusões abri minha bolsa retirei o caderno e uma caneta e comecei a escrever.

Destruindo tudo entre ele e eu, sem ter o que fazer, esperei …

Pois diante dos meus olhos não à futuro, passado ou algo pra entender, continuar ? Sobreviver ?

Melhor não me enganar, com esses últimos suspiros deixo esse relato.

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Sobre Thiago D.

Minha maior arte é a forma que eu vejo o mundo e as coisas que acontecem ao meu redor, tenho uma empatia muito grande, entendo como as coisas estão acontecendo ou devem acontecer e isso ajuda na minha percepção para fazer sistemas, estruturar raciocínios lógicos e a construir textos, contos e afins. Busco colocar em palavras os mais diversos sentimentos e sensações, o que escrevo não é autobiográfico, eu chamo de usar a vida como matéria prima. Meu jeito de escrever é esse, e se me perguntarem isso é ficção? Ou não é ficção? – Está no papel(no caso, tá no blog), aconteceu ou não, é ficção.

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