Em Outubro de 1993, nasceu um menino iluminado, talvez fosse no país errado. Pois tinha um futuro promissor no negocio do irmão. Foi gerado enquanto sua mãe via a liberdade indo embora junto com seu amor, e nasceu desabrigado se não fosse aquele coberto.

Sua mãe ainda embriagada pelas sensações do parto lhe disse como ultimas palavras:

– Faça do sofrimento seu punhal para toda a dor.

Cresceu e antes das primeiras letras, já sabia montar um fuzil, madrugava nas caçadas coberto por trapos velhos, era única maneira que encontrou para não morrer de frio.

Nasceu com o instinto para ser um homem vil, e assim que completou idade não tinha mais volta, pois o crime descobriu. Mas levava palavras de luta para seu irmão, pois era a voz dos que tem voz, e há muito tempo, se calaram sem coragem pra dizer.

Mas parece que quando pobre começa pensar, incomoda alguém e então as viaturas chegaram bem de frente de seu portão, e logo anunciaram:

– Homem fortemente armado com palavras de alto calibre, que podem abalar as estruturas sócias.

E então uma bala “perdida” com endereço gravado acertou o homem que ainda caído antes de perde a consciência gritou:

– Ate quando eu vou olhar pro céu rifado de balas, e ver uns com muito e outros com tão nada ? Foi para essa guerra que eu guardei as minhas armas; A consciência, o pensamento e a livre expressão !

– Porque um país assim é que eu não quero pros meus filhos não… Pá Pá Pá, Injustiça como todos os dias há nesse lugar mais um homem foi silenciado, por não aceitar calado; impunidade, Hipocrisia e abuso de poder.

 

Obs: Escrevi essa história baseado na música minha voz, da banda Alma d’jem.

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