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Conexões entre duas pessoas são tão raras que, quando acontecem, de imediato se nota. Não há como desviar, fingir que não viu, dizer que não sentiu.

É instantâneo, como se as almas fossem velhas conhecidas, que ainda não tinham se cruzado nesta vida. Mas, de repente se esbarram em uma viela ou na fila de um banco.

Simplesmente arrebatadora é a sensação de pertencimento e liberdade que desperta esse (re)encontro.

É um amor que nunca morre, como se os dois corpos tivessem a mesma vibração, chega sem pedir licença e faz morada. Não há como resistir, não há como fugir, é quando se olha e a pupila dilata espontaneamente.

A respiração fica ofegante, a ansiedade desperta e nada parece fazer sentido. Embora, tente-se racionalizar essa conexão, é empreendimento impossível, não se explica, só se sente.

Conexões não deixam espaço para dúvidas, é uma certeza quase que irracional.

Não tem nada a ver com o tempo, tem a ver com troca de sensações. Não se ama com o tempo, é pelo longo do tempo que se ama.

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