Enfia a mão no meu peito com toda a sua força. Com todo ímpeto do seu ser e alcança meu coração. Aperta-o, e uma vez mais, na verdade, force esse músculo quantas vezes forem necessárias para que ele volte a bater.

Encoste seus quentes lábios sobre os meus, coloque a mão no meu nariz e sopre dentro de mim. Inspire e expire, ventilando meus pulmões, fazendo-os voltar à ativa.

Toque minha fria pele com veemência . Arranhe cada centímetro com força. Por favor, desperta as mais profundas dores em mim, preciso sentir alguma coisa.

Abra meus olhos, para que as cores do mundo possam finalmente adentrar a neblina que se instaurou em minha mente.

Por favor, faça alguma coisa, qualquer coisa, que me traga novamente a vida.

Preciso viver, e não só mais existir.

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Sobre Rodrigo Moura

Sou um mero aspirante a poeta, filosofo e escritor. Tenho 21 anos e moro na cidade do Gama. Costumo dizer que não domino o "segredo" da exímia escrita, mas vivo para escrever, e escrevo para viver. Torno cada palavra escrita e dita um motivo para acordar, um sonho para realizar e como força para respirar. Não escrevo um só gênero, porque acho que ainda não encontrei um que me defina, ou nunca encontrarei, talvez no final eu seja um transeunte entre gêneros, cujo o objetivo seja transmitir uma mensagem, seja ela, escrita ou falada.

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