Relato poético de alguém,

abra a boca antes que seja refém!

 

Todos tem o mal,

entranhado em si.

É a metade natural,

equilíbrio ancestral.

Visceral.

Brutal.

Carnal.

O mal é genial.

Era!

 
Mas em mim é desabrochar,

como desponderar

ingenuamente descontrolar .

Faz em toda relação uma sutil devastação.

 
No conto dos outros eu…

Eu vacilei.

Eu magoei.

Eu feri.

Eu errei.

Errei e conduzi meu próprio fim.

Ruim!

Desculpa pela ausência de retidão,

descuidei da missão.

Fracassei doente,

sem necessitar de nenhum empurrão.

 

Eu abracei,

uma cova cavei

e aceitei.

Eu me acabei,

não me defendi pois não suportei.

Na cova terra joguei,

me enterrei

semente lancei

no futuro novo

o eu florescer.

Clamo: NATUREZA COMPADEÇA, DAÍ-ME ESPINHOS PARA DEFESA!
Perdão por frustrar a imagem que fizeste de minha criação.

 

Porém,

se tu fizeste a culpa é tua?

Sou a bagunça no caos atual,

vomitei mal,

amor foi real.

Que o justiceiro fique em paz com seu furor animal,

era um ódio cristão cegando a razão,

um pagão preso numa religião.

 
Eu assumindo o fardo da confusão,

para acabar a discussão.

Eu assumindo a culpa,

para aniquilar a luta.

O vilão na verdade é o mártir,

ironia faz parte.

 
A posição de vilão trouxe força,

como a pureza numa virgem moça.

Apaixonado por maldade,

desconfiado de todos os passos,

fiz pacto com a castidade

sacrificando a vaidade.

Meu paladar é indiferente

pelas mãos amigas que foram ausentes!

 
O tempero da perfeição não encontrei,

a santidade da vista soltei.

Poesia refúgio da sensatez,

na garganta pulsante,

embriaguez!

Tomo álcool com leite,

relaxando o presente.

 
Cenário sujeito,

permitir inovação do jeito.

Guardo no peito marcado,

palavras por ele gritado,

o bom e o pecado.

Alojado.

Enfurecido.

Acomodado.

Bitolado.

Na escola do ódio matriculado!

 
Com dor.

Avassalador.

Deus sabe o que cada um chorou,

sentiu e se revoltou.

Coração destroçou,

meus antigos sonhos matou!

 

Espremendo a readaptação.

Mentalidade expandida,

conexão cobrada,

sai da suposta farsa

ou

aqui visto-me de cilada?

 
Ego no meu eu não sobrou,

o mal por si só

me fez perder

o medo dá dó,

ser feliz e crescer em ser pó.

Poeira sou

do passado que passou,

como no filme

E O VENTO LEVOU!

 

 
Todo mundo erra,

eu comprovo a regra!

Absolutismo no abismo moral,

um relato acidental.

 

Resisto a sobrevivência numa respiração em decadência,

reconstrução exige paciência!

 
Dei minha alma para uma Senhora,

agora não há mais volta.

Devota!

Na fé e no que vier.

Não esquecer do propósito amadurecer.

Aprender?

Submeter?

Minh’alma permaneça com ela,

eterna donzela.

Bela!

Ela zela como chora.

Outros campos vou correr,

Ela sempre há de me ter,

pela corrente me proteger!

Sou um corpo cá,

minha alma ficou lá,

no altar.

 
O ruim passa,

o desejo do recomeço não abafa!

Parto para o novo,

renasço oposto.

Inteiramente disposto.

Ver diferente, precioso!

 
Viver e encarar,

novidade aceitar,

por caminhos andar.

 
Rastafé,

ser o que é!

Sem cólica espiritual,

afastando o tradicional,

sem drama emocional.

Maturidade!

 
Despindo a carcaça,

formando caráter e

nada disfarça.

Afugentada desgraça!

 
Agora sou compreensível.

Não julgo os condenados,

pertenço aos encriminados,

festejo com os encarcerados.

Contradiz,

o mal despertou o bem em mim.

Enfim.

 
Transformar meu pensamento,

meu lamento,

meu dentro.

Tento e remendo!

 
Meu destino hoje é outro,

ressurgimento desvendo.

Meu rompimento com a lembrança,

me permite criar nova herança.

Seja bem vinda, mudança!

 
Obs: alguém sufocado que se fudeu,

tudo perdeu.

Juntou os cacos e recomeçou,

então…

você também pode meu amor.

Recomece após cada traidor,

plante semente

e nasça forte,

sempre tente.

Após a desgraça,

reinvente-se.

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