Medo.

A palavra proibida dos dias de hoje. Parece ser demérito sentir, como se esse fosse um acessório fútil ou démodé como uma pochete ou super ombreiras. Fato é que, todos nós temos medo.

Eu tenho um medo. Tenho medo de chegar uma hora e não ser mais eu.

De repente se tornou atrativo pagar boletos, a solidão de uma casa vazia, um computador só meu… Será que essa sou eu?

Talvez esteja só cansada de viver sempre o mesmo.

Amor sem afetividade;

Sexo sem emoção;

Bondade sem retribuição.

Talvez, eu viva o meu pior pesadelo: talvez eu não viva eu.

Infelizmente, chega uma hora em que temos que enfrentar nossos medos, para não sermos consumidos por eles. Temos que mudar a mente, mudar as atitudes, sermos mais sinceros e principalmente, pagarmos o preço do enfrentamento.

Pessoalmente, gostaria que o mundo fosse um grande cupcake, e que a presidente do mundo fosse a Animadinha (ursinho carinhoso rosa), mas a realidade é que vivemos em um mundo que já nem se lembra dos ursinhos carinhosos… kkk…

Então, já que Animadinha não pode nos salvar, temos que fazer esse penoso trabalho. Chorar nossa solidão sem ninguém se importar, acordar e ir dormir… as vezes se perguntando porque não se acaba com todo esse sofrimento e esperar que o tempo de sorrir não demore muito.

Nesse enfrentamento, com o tempo, tornamos o medo nosso maior aliado, pois nele, passamos a reconhecer qual dos nossos limites devemos superar e acabamos constatando que o único limite que temos é aquele que nos permitimos ter.

… Mas seria tão bom ter Animadinha pra presidente do mundo!

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