Estou olhando para cima enquanto vejo a vida passar por entre esse monte de doses.

Se cada dose me tirasse um minuto de vida eu queria ter doses suficientes até o infinito e além.

O exercício é esse;

1º Encher o copo
2º Virar
1º Encher o copo
2º Virar
1º Encher o copo
2º É deixar a vida passar, na mesma dosagem que os goles passam por sua garganta.

Se você quer que as pessoas se vão, apenas diga que está triste. Elas se vão, mais rápido do que tu imaginas.

Mas lembre-se que muitas transformações acontecem em sua vida quando você está em processo de dor e antes de ficar melhor, vai piorar muito. É uma péssima ideia, não é mesmo?

Porem é o que acontece, e em tempos difíceis vale lembrar que não é o amor que sustenta o relacionamento, seja ele qual for. É a forma de se relacionar que sustenta o amor, a gente pode achar que é importante para algumas pessoas, mas é o caralho. O tanto que eu considero alguém nunca é o tanto que a pessoa me considera e isso é natural, cada um tem que ter suas prioridades e nem por isso vou deixar de gostar de alguém, mas temos que saber se policiar, e não é uma questão de autoestima baixa. Autoestima baixa é achar que os olhares para você são de reprovação, que elogios são ironia e que você nunca vai ser bom o suficiente.

Se alguém me abandonar quando estiver com dor, me deixa mal de alguma forma eu PRECISO me afastar. preciso do meu tempo, que na maioria das vezes acaba sendo definitivo, pois quando eu mais precisei ela não queria estar ali comigo, mas sempre que pode estava nos momentos felizes e bons.

Com isso penso nas dificuldades da vida e digo pra mim que é só uma fase e de repente me dou conta que essa fase tá durando a vida toda já, acho que preciso de paciência e uma boa dose de café forte para continuar vivendo essas hipocrisias do cotidiano.

Ao menos me voltaram as palavras. Os últimos meses foram os piores em muito, muito tempo. Uma provação estranhíssima que venho vivendo do ano passado para cá.

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