red-wine-2443699_1920

Em algum momento você já deve ter se deparado com aquele casal tudo a ver, que vira e mexe estão juntos nos roles, mas que nunca se assumem, aquele relacionamento sério nas redes sociais que não acontece, a troca de alianças que não ocorre.

Muito respeito por esse casal que é aquele famoso “não somos, estamos” muito lindo.

Vem cá, deixa eu te contar uma dessas histórias…

Murilo e Fernanda se conheceram por acaso, em uma dessas vezes em que os perfis das redes sociais se cruzam aleatoriamente. Desde então, passaram a conversar como se fossem velhos amigos que se reencontraram após longos anos sem contato.

Entre tantas coisas ditas, um dia eles resolveram se encontrar para se conhecerem pessoalmente e ver até onde esse encontro os levariam.

Esse encontro aconteceu, e depois de algumas conversas veio o primeiro beijo  e foi recíproca a felicidade dos dois. Desde então não pararam de se falar, era assunto que nunca acabava, e diversos outros encontros ainda ocorrem.

Eles são amigos, parceiros, confidentes, amantes, mas não são namorados.

Eles se falam todos os dias, dão risadas, se divertem, dançam, se pegam, mas não são namorados.

Eles passam fins de semanas juntos, se transbordam, mas  não são namorados.

Eles não são, eles estão. Estão curtindo a parceria, o prazer de desfrutar um da companhia do outro, estão dando beijos intermináveis nos fins de tarde, estão fazendo piadas sem graça para que o outro caia em gargalhadas.

E quer saber? Murilo e Fernanda merecem aplausos  e não que fiquem questionando-os quando irão assumir um relacionamento sério ou por que diabos não o fazem.

Murilo e Fernanda estão sendo felizes, enquanto muitos estão incomodados, porque relacionamento não precisa ser sério, precisa ser divertido.

Relacionamento não precisa de alianças, declarações públicas, e status  nas redes sociais. Isso tudo é apenas consequência da forma como cada um encara a vida a dois.

Relacionamento é parceria e acima de tudo respeito,  é aquilo tudo que não se mede por um status, mas sim pelo modo como se relaciona. E se eles preferem estar do que serem, quem sou para criticá-los?

E nessa altura da minha vida, colecionando status e decepções, também ando preferindo estar do que ser.

Anúncios