agosto 23, 2017

Fração de segundos

Eu nunca quero me sentir como naquele dia

CAPÍTULO UM – DESESPERO

No instante que aquele dedo puxou o gatilho e uma bala atravessou o crânio daquela garotinha de apenas nove anos, nesse exato momento seus pais perderam os sentidos. Foi um disparo a queima roupa.

O estrondo e os estilhaços do vidro traseiro causados por um disparo de uma arma calibre trinta-e-oito próximos aos tímpanos, e o mundo deles desmoronou e então tudo começou a acontecer em câmera lenta;

O grito abafado daquela mãe, o pai ainda sem entender o que acabará de ver no espelho retrovisor, ainda não caiu a ficha que sua garotinha acabou de dar seu último suspiro no banco de trás, pois, o som estridente do disparo está fazendo tudo parecer uma tremenda ilusão, ambos ficaram desnorteados por alguns segundos, mais do que suficientes para imaginar coisas, mas quando se deram conta a realidade era outra, o mundo que emergiu naquele instante, era diferente; um lugar macabro e desumano.

Então tudo voltou a acontecer normalmente, os sentidos voltando para si e ele ficou observando o homem que tirou a vida da sua filha, ver aquele sujeito caminhar normalmente na direção oposta ao carro, dando as costas a situação que acabará de acontecer, foi um misto de desespero e ódio, foi diferente de qualquer sentimento jamais sentindo.

A dor ainda não havia se instalado e o ódio o consumiu em instantes, olhou para o lado e viu sua mulher pálida como a morte, proferindo guturais de agonia que reverberavam os céus, nada podia ser feito e foi nesse turbilhão de sentimentos que ele abriu o portas luvas e pegou uma semiautomática cromada de lá, tirou e colocou o pente, puxou até o final a parte superior da arma, destravando a mesma, e deu uma última olhada no banco traseiro, ainda sem acreditar que aquilo estava acontecendo com ele, abriu a porta e se pôs de pé sobre o meio fio. Ao redor havia apenas o vazio, a criatura que lhe tomou a filha havia desaparecido.

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Fração de segundos no Skoob

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Sobre Thiago D.

Minha maior arte é a forma que eu vejo o mundo e as coisas que acontecem ao meu redor, tenho uma empatia muito grande, entendo como as coisas estão acontecendo ou devem acontecer e isso ajuda na minha percepção para fazer sistemas, estruturar raciocínios lógicos e a construir textos, contos e afins. Busco colocar em palavras os mais diversos sentimentos e sensações, o que escrevo não é autobiográfico, eu chamo de usar a vida como matéria prima. Meu jeito de escrever é esse, e se me perguntarem isso é ficção? Ou não é ficção? – Está no papel(no caso, tá no blog), aconteceu ou não, é ficção.

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