Poemas

Vida de formiga.

Montanha russa de solidão, 

todos nascemos sozinhos apesar de semblantes, irmãos! 
Concreto na cidade cinza,

gela o afeto.

Saquear todos projetos de sonho,

migalha do esboço.

É pouco pra ser sonho! 

Medonho modo de destruir,

a inspiração de persistir

ultrapassar o ruim

vencer o desânimo jogado ao canto.

Ao léu abaixo do céu, 

bom dia em São Paulo é cruel.

 

Imenso véu,

separando o sonho e a realização.

Imenso véu, 

pessoas superando os escândalos. 

Jeito malandro! 
É você por você, 

só você pra fazer o milagre acontecer.

É você por você, 

só você pra conquistar e não morrer.

É só você! 

Reunião de forças no quintal, 

pede um estímulo para o espiritual. 
A parada é contigo,

não tem abrigo. 

Toda fraqueza é insana,

mate-a e consiga a possibilidade de mudança! 
Nenhum milésimo é quieto,

a cabeça não para,

eternidade é pouco!

Como provar todos gostos e ainda ter sonhos?
Cadê o lazer?

Ele morreu, 

para sobrevivência existir. 

A noite vem…

Vem dor, 

a solidão e sem prazer! 

Um punhado de solidão,

assolando a frustração. 

Cansaço do trabalho,

pessimamente pago.

Esgotado! 

O chefe é uma peste, 

alguém que foi ao inferno e cospe quente.

Um falso magnata 

de vida média 

pensa que tem plateia.

Até tem, a miséria!
É um cansaço na pessoa,

é a pessoa com hábito do cansaço, 

uma plenitude inconsciente nessa conquista.

Conquista do pão. 

Conquista de quitar a conta.

Conquista dinheiro para condução. 

Conquista pra casa ficar pronta! 

Contraiando a inflação, 

patogênico filho da corrupção.
Tudo é difícil, 

manter um vício.

Tudo é difícil,

coragem do suicídio. 

Tudo é difícil, 

preparar-se ao martírio! 

Olhando de longe,

a pessoa é formiga na cidade,

bichinho curioso,

analisa de novo. 

Uma numerosa coreografia,

pra lá 

vai

pra cá

volta.

Em casa querendo chegar,

aqui quem é que tem a chance de se gastar com aquilo que vem amar?

Zero né!

Escapa um de 1 milhão, 

um descordenado na nação.

Um que burlou a própria situação!  
Um dia cheio,

sem bom cheiro.

Um dia que deu mal jeito,

sem a vontade do sujeito (formiguinha). 
O capitalismo fez da gente formiga?

Eita evolução que intriga! 

Um espécie diferente, 

já que no inverno trabalha até doente. 
Árdua rua, 

que ri de todos os pés que passam por ali. 

Pensam que estão vivendo,

a cada segundo estão sobrevivendo! 

Árdua rua,

silenciosamente parada.

Vê todos na direção da luta,

diversas intuições de conduta.

Árdua rua, 

ri contente desse humanidade desencontrada com o presente.

Árdua rua,

o mundo gira e a formiga (nós) continua!

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1 comentário em “Vida de formiga.

  1. Belo poema e bela crítica da realidade paulistana! Parabéns!

    Curtido por 1 pessoa

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