setembro 12, 2017

Disjointed: Crítica

Nós mudamos diariamente enquanto pessoas, sociedade e como indivíduos no ambiente familiar. A medida que a sociedade avança e as novas gerações surgem, o choque entre cultura, valores e filosofias são parte um detalhe essencial nessa dança chamada relacionamento.

A nova série da Netflix, Disjointed tem uma premissa simples baseada em relacionamentos. Ruth (Kathy Bates) é uma hippie de 70 anos que gerencia uma loja que comercializa maconha, ou como a personagem gosta de dizer, uma clínica que cura pessoas dos males modernos e proporcionar momentos de diversão. A loja é liderada por ela e seu filho Travis (Aaron Moten), um Jovem que retornou do mestrado a pouco tempo para auxiliar a mãe na gestão do negócio.

O clássico relacionamento entre mãe e filho e a necessidade de estabelecer confiança é uma das linhas narrativas trabalhadas, basicamente, temos uma mãe ausente durante a infância do filho em decorrência da militância constante para legalização da maconha. O arco abre espaço para uma série de situações cômicas e piadas bem estruturadas, entretanto, o roteiro peca nos momentos dramáticos, muitas vezes temos um conflito iniciado entre os personagens que é simplesmente abandonado, ou solucionado de forma simplória e piegas.

Durante os 10 episódios da primeira parte da temporada, temos personagens interessantes sendo desenvolvidos. Um exemplo é o segurança Carter (Tone Bell), um ex-militar que sofre de transtorno pós-traumático e nunca experimentou maconha. As nuances, memórias e muitas vezes sentimentos do personagem são introduzidos por uma série de animações surreais 2D. O recurso se mostra ao longo da série uma solução bem bolada e inteligente, o espectador é capaz de entender a complexidade do drama sem ser jogado em diálogos longos e expositivos.

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(Foto reprodução)

O elenco apresenta uma ótima sintonia e vivacidade ao dar camadas aos personagens. O destaque vai para Kathy Bates, que encarna muito bem Ruth e oferece uma interpretação diferente dos personagens de seus trabalhos anteriores em American Horror Story.

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(Foto reprodução)

A série oferece alguns recursos narrativos interessantes, como a inserção de vídeos do Youtube produzidos pelos funcionários da loja com a maconha do dia ou comerciais de produtos relacionados ao tema da trama, a estratégia funciona muito bem na maioria dos casos, com poucas exceções nos episódios onde são apresentados mais de uma situação ou interação com essas mídias.

Disjointed é uma série engraçada, com soluções narrativas previsíveis, mas que no geral funciona muito bem, fazendo dela uma boa opção de comédia para o fim de noite e para assistir com os amigos.

⭐⭐⭐

 

 

 

 

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Sobre Rodrigo Moura

Sou um mero aspirante a poeta, filosofo e escritor. Tenho 21 anos e moro na cidade do Gama. Costumo dizer que não domino o "segredo" da exímia escrita, mas vivo para escrever, e escrevo para viver. Torno cada palavra escrita e dita um motivo para acordar, um sonho para realizar e como força para respirar. Não escrevo um só gênero, porque acho que ainda não encontrei um que me defina, ou nunca encontrarei, talvez no final eu seja um transeunte entre gêneros, cujo o objetivo seja transmitir uma mensagem, seja ela, escrita ou falada.

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Resenhando, Séries, Textos

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