Às vezes eu tenho a sensação que todos estamos um pouco mais frágeis do que queremos admitir.

Durões é a impressão que as pessoas querem passar umas as outras, algumas até o são,  pois endureceram com o tempo, com os anos, e acima de tudo com os danos, mas a maioria só é encenação. E se todos fossem atores, talvez conseguissem sobreviver mais felizes do que na lucidez da vida real.

E no teatro da vida, temos os figurantes, os atores e o diretor. Mas o elenco é avulso, temos que contracenar sem ensaios, sem ler o roteiro ! Pois é tudo, sim tudo, tudo mesmo no improviso.

Quantas vezes na vida, enquanto todos dormem, homens só olhavam os céus.

Enquanto à brisa gélida da sua história passava por seus pensamentos enquanto seus olhos contemplando a noite fazia daquele momento uma inspiração.

Quantas vezes enquanto enxergava as estrelas daquele céu negro, entendia  que muitas vezes a gente é tão acostumado a não ouvir a nós mesmos, que não sabemos quando temos que nós ouvir.

Isso mesmo, não sabemos quando seguir a nossa intuição, as vezes, acho que até vezes demais, insistimos nas coisas. É assim mesmo, sabemos que tá tudo errado, mas não temos roteiro lembra ? E se nossas atitudes estiverem erradas, se estivermos perdidos, ou se até mesmo as nossas falas saírem ruins, não temos tempo para reconstruir, não da tempo de apagar e reescrever. A flecha lançada nunca volta, o tempo vai passar, o roteiro vai avançar e tudo vai continuar acontecendo. Você se adapta a peça, não é e nunca vai ser à peça que vai se adaptar a você.

Esse meus amigos é o TEATRO DA VIDA, assim mesmo, sem música de fundo, no estilo Charlie chaplin: preto e branco, mudo, silencioso, mas vivo e nocivo.

Então vamos flutuando nessa vida, enquanto caminhamos de norte a sul, de uma ponta a outra, estamos contracenando, estamos virando a cada dia uma página diferente do roteiro, descobrindo um novo cenário, conhecendo novos coadjuvantes, e vamos vendo alguns que querem ser protagonistas de suas histórias e não fazem nada para que cheguem lá, outros até chegam lá, mas se esquecem que o lá muda. E é ai o negócio pega, a vida é isso mesmo, é sem propósitos, é sem conto de fadas, é crua, não é toda aquela novela das 8 que você vê e se encanta, a vida mesmo é viver e no final do dia estar consigo mesmo.

Não que não é bom viver, é bom para caralho, algumas coisas ainda valem a pena, como a família, amigos, estragar um pouco mais o figado a cada gole de álcool, ou até mesmo bom e velho rock n’ roll, explodindo os tímpanos com aquelas guitarras pesadas e baterias estrondando todo o ambiente, fora as melhores curvas do mundo, que são inspirações para os melhores dias de minha vida, se é que me entende!

Fora o trabalho que para mim já deixou de ser trabalho e se tornou o que amo fazer: Inovar e poder ajudar a vida das pessoas.

Não preciso nem mencionar escrever e ler não é mesmo ? mas para você talvez seja outras coisas que ti motivam na peça, ou que tiram seu sono e fazem você parar de atuar!

Ou talvez você pode se perguntar o que que te tira da cama ao invés o que que tira seu sono !

Só quero dizer que nesse teatro tem muita coisa para fazer, posso listar em ordem umas três ou quatro que são de longe as melhores, algumas delas exigem um alguém para fazer parte das cenas, e sabe ? temos todo o tempo do mundo para que sejam feitas, porém à maioria deixa para depois, achando que as coisas duram para sempre, que o roteiro é infinito, mas como o renato disse um dia em uma das suas letras: O pra sempre, sempre acaba !

 

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