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Seguindo sempre adiante vou até onde os ventos podem coordenar minhas passadas, sobre o solo desconhecido e a natureza bruta ainda não visitada.

Desde que minha vida resolveu correr fora da segurança dos trilhos me sinto mais livre, tamanha liberdade para seguir a rota dos ventos e me permitir sentir a adrenalina e encantamento do desconhecido.

Nunca gostei de amarras, nunca me prendi por muito tempo a nada, mas sempre sofri de urgências. Talvez meu relógio gire no sentido anti horário, ou quem sabe eu seja mesmo do avesso.

Meu ser necessita de movimento, clama por aventuras sem bússola, pelo descobrimento.

Não sou de pensar muito, de me explicar demais, apenas de pegar a mochila e me por a caminhar. Sem muito planejamento, sem muita criação de obstáculos.

Tamanho é meu desprendimento, vou onde as circunstâncias e escolhas me levam, depois julgo se valeu a pena ou não, mas sem grandes arrependimentos. É isso que devemos fazer da vida, uma possibilidade de desfrutar de tudo que ela nos oferece, as lamentações não tem muito espaço dentro mim, pois tudo sempre nos leva para outro caminho, outro lugar, sejam as coisas boas ou ruins.

Então não é muito racional reclamar dos vendavais inoportunos, pois até ele nos empurra para uma nova aventura, pode até não ser das mais felizes, mas sem dúvida há bastante coisas a serem descobertas nela.

A vida é como as estações, são fases, e quando você se coloca em movimento sempre terá a certeza que o inverno existe, mas que o verão sempre volta, e passa a entender também que quando você se liberta até o inverno é aconchegante e o verão, as vezes, desgastante.

Até quando o vento te balança você tem a oportunidade de renovar-se, para quando voltar a florir, voltar mais plena do que nunca. Pois, sair dos trilhos quase nunca é se perder, mas sim se achar.