Junte demônios, uma sociedade elitista, magia, Tokio, New York e uma enxurrada de personagens sem carismas e você terá a nova aposta da Netflix no segmento de animes, Neo Yokio.

O anime acompanha o Jovem Kaz Kaan (Jaden Smith) um matador de demônios, ou como a trama denomina, um Magistrocata, descendente de ocidentais que dominam as artes mágicas e usam seus poderes para libertar a grande cidade de Neo Yokio das garras dos ferozes demônios.

O arco narrativo do anime é linear e na maioria das vezes previsível. Temos um herói adolescente em construção, que muitas vezes precisa tomar a difícil decisão entre ser o solteiro mais badalado da cidade ou trabalhar como caçador de demônio, sim é isso mesmo, ofício do jovem rapaz é a fonte de renda de sua família.

O anime oferece um contraponto e uma abertura para abordar temas mais polêmicos e oferecer uma dose de crítica social com a jovem Helena St. Tessero (Tavi Gevinson) que sofre uma epifania logo após ser possuída por um terninho endemoniado. A personagem acorda com uma nova mentalidade, antes blogueira de moda, agora uma ativista que usa seu tempo e esforço para criticar o cinismo consumista da cidade. Toda essa filosofia deveria enriquecer os diálogos e propor discussões e reflexões a narrativas, entretanto o resultado é exatamente o contrário.

A construção técnica do anime é um espetáculo horripilante a parte, a dublagem está mal sincronizada e muitas vezes a tonalidade da voz não condiz com a imagem apresentada. As cenas de luta são uma construção de cortes duvidosos e mal animados.

Monótono, despretensiosamente mau dublado e animado, e sem uma linha narrativa promissora para seguir, Neo Yokio é sem sombra de dúvidas a pior aposta da Netflix esse ano – até agora.

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