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Neo Yokio, 1º Temporada – Crítica

Junte demônios, uma sociedade elitista, magia, Tokio, New York e uma enxurrada de personagens sem carismas e você terá a nova aposta da Netflix no segmento de animes, Neo Yokio.

O anime acompanha o Jovem Kaz Kaan (Jaden Smith) um matador de demônios, ou como a trama denomina, um Magistrocata, descendente de ocidentais que dominam as artes mágicas e usam seus poderes para libertar a grande cidade de Neo Yokio das garras dos ferozes demônios.

O arco narrativo do anime é linear e na maioria das vezes previsível. Temos um herói adolescente em construção, que muitas vezes precisa tomar a difícil decisão entre ser o solteiro mais badalado da cidade ou trabalhar como caçador de demônio, sim é isso mesmo, ofício do jovem rapaz é a fonte de renda de sua família.

O anime oferece um contraponto e uma abertura para abordar temas mais polêmicos e oferecer uma dose de crítica social com a jovem Helena St. Tessero (Tavi Gevinson) que sofre uma epifania logo após ser possuída por um terninho endemoniado. A personagem acorda com uma nova mentalidade, antes blogueira de moda, agora uma ativista que usa seu tempo e esforço para criticar o cinismo consumista da cidade. Toda essa filosofia deveria enriquecer os diálogos e propor discussões e reflexões a narrativas, entretanto o resultado é exatamente o contrário.

A construção técnica do anime é um espetáculo horripilante a parte, a dublagem está mal sincronizada e muitas vezes a tonalidade da voz não condiz com a imagem apresentada. As cenas de luta são uma construção de cortes duvidosos e mal animados.

Monótono, despretensiosamente mau dublado e animado, e sem uma linha narrativa promissora para seguir, Neo Yokio é sem sombra de dúvidas a pior aposta da Netflix esse ano – até agora.

🌟🌟

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Sou um mero aspirante a poeta, filosofo e escritor. Tenho 21 anos e moro na cidade do Gama. Costumo dizer que não domino o "segredo" da exímia escrita, mas vivo para escrever, e escrevo para viver. Torno cada palavra escrita e dita um motivo para acordar, um sonho para realizar e como força para respirar. Não escrevo um só gênero, porque acho que ainda não encontrei um que me defina, ou nunca encontrarei, talvez no final eu seja um transeunte entre gêneros, cujo o objetivo seja transmitir uma mensagem, seja ela, escrita ou falada.

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