Textos

How to love

Dias mais escuros, a vida é uma arma carregada… O amor é uma bala que, às vezes, mata !
– Black Label Society

Queria ter dinheiro igual tenho decepção, pois ai poderia estar triste lá em Paris ou Nova Iorque. Apesar de achar que a cidade onde me localizo não iria mudar em nada o meu humor, mas triste em Londres deve ser diferente de ser triste na quebrada, no ônibus lotado, que por vezes quase falta você ir na roda dele.

Mas aí, dá um passinho para trás por gentileza; que hoje vamos falar de amor.

Na vida tudo que precisamos são de dias à mais, é isso mesmo, pois o restante você aprende, compra ou conquista.

O foda és conseguir dias à mais, não é simples, na verdade não tem como conseguir, não há maneira de comprar e muito menos de entender quando vai ser o seu último.

Então, já não sei se preciso terminar esse texto, talvez você tenha entendido onde eu quero chegar, ou talvez não e se eu terminasse agora, talvez não entendesse e não iria perder mais tempo lendo-o e iria aproveitar esse tempo que é contínuo e nunca, jamais… vai parar fazendo outras coisas, talvez mais relevantes. Não que refletir não seja algo importante demais, pelo contrario acho que é uma das coisas mais importantes. Mas vamos deixar essa conversa para depois e deixa eu contar uma coisa para vocês que aconteceu comigo a muito tempo atrás e desde então fico me perguntando como amar;

Existe poucas situações em minha vida que eu não soube o que fazer realmente, não deu tempo de processar ou apenas não tive reação.

Nas três pessoas se foram e eu não tinha a mínima noção do que fazer, na primeira o máximo que fiz foi enxugar as lágrimas às escondidas, na segunda abri a bocarra que nem um bebê chorão, é uma hora a pressão saí, uma hora ela tem que sair se não você explode.

E a terceira foi diferente, pois não envolve morte, pelo menos não fisicamente, não claramente, não foi fisicamente, não mesmo.

Foi de uma maneira que nunca tinha ocorrido, nem nos meus outros piores dias. Foi como se eu tivesse bebido muito e estivesse alcoolizado ao ponto de ter entrado num blecaute alcoólico, mas o estranho que eu não havia bebido nado havia alguns dias.

Ao apertar a mão daquele sujeito, sabia o que significava, realmente sabia. Ouvi sua voz, e sabia o que significava, olhei em seus olhos por todo o momento e sabia, eu realmente sabia o que significava.

Mas paralisei, só podia falar ahãn, sim, beleza e legal.

Eu queria dizer algo, eu queria perguntar alguma coisa, eu queria, sei que sim, mas não podia ouvir ele pronunciar, eu sabia o que era, mas realmente não deu para ouvir mais, já havia esgotado minhas energias para estar no local.

Foi algo estranho, foi pesado, doeu e eu sabia que a partir dali um amor que foi meu um dia, era de outra pessoa.

Sabia realmente que naquele aperto de mão firme, uma mulher que foi tudo para mim um dia, agora era algo para ele. E o pior eu sabia o quê.

Sempre soube que minha idade não define minha maturidade, minhas notas não definem minha inteligência e as fofocas que fazem de mim não definem quem sou… mas naquele momento soube que um aperto de mão e um olhar poderia significar mais do que um cumprimento, que o amor é algo que nunca vou saber explicar, mas que com certeza estilhaçou meu peito em tantos micros pedaços que realmente devo perguntar:

Como amar ?

 

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Sobre Thiago D.

Minha maior arte é a forma que eu vejo o mundo e as coisas que acontecem ao meu redor, tenho uma empatia muito grande, entendo como as coisas estão acontecendo ou devem acontecer e isso ajuda na minha percepção para fazer sistemas, estruturar raciocínios lógicos e a construir textos, contos e afins. Busco colocar em palavras os mais diversos sentimentos e sensações, o que escrevo não é autobiográfico, eu chamo de usar a vida como matéria prima. Meu jeito de escrever é esse, e se me perguntarem isso é ficção? Ou não é ficção? – Está no papel(no caso, tá no blog), aconteceu ou não, é ficção.

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