Garrafas de vinho na mão.
Jovens e com todos os direitos do mundo em si e claro sem nenhuma novidade.

Ver a molecada se embriagando me faz lembrar da minha época na escola.

Mochilas abarrotadas de vinho cantina do vale, era barato e eramos adolescentes, já diz tudo não é ? e com poucos goles daquilo já estávamos felizes, bêbados e fazendo bate-cabeça nas ruas do bairro.

Tempo bom, a trupe se reunia na noite e andávamos pelo bairro, rindo atoa, conversando e estragando um pouco mais os nossos figados a cada gole.

Ali estavam amigos, colegas, desconhecidos que se enturmavam e dividiam as garrafas.

Naquele tempo eramos os donos do mundo, ou achávamos isso enquanto a vida ia passando embaçada em nossas visões já alteradas pelo álcool no sangue.

Bebíamos desde Campari até cantina do Vale, desde conhaque drea a uisque Black Stone ou até mesmo Velho barrero até rum montila, por um tempo vivemos de contini e sem copos, com garrafas pela metade, o liquido descia em gargalos queimando nossas gargantas e de mão e mão cada um ia esquecendo seus problemas.

Mas carregávamos os piores até suas casas, tínhamos uma parceria forte no minimo. Eramos bons como parceiros de álcool, alguns daqueles que carregavam as garrafas, e bebia conosco se tornaram até irmãos de tanta que era a consideração e outros só fizeram o que sabiam e queriam fazer: beber.

Mas do cantina do vale e toda a nossa trupe eu tirei uma lição:

As coisas que mais gosto, são as que menos duram!

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