outubro 11, 2017

Aceita que doí menos

Do mesmo jeito que a vida não é como você planeja, as pessoas não sentem o você quer. E basta aceitar que você não tem controle sobre tudo.

Tem gente que vive o presente como se estivesse numa fila, aguardando para viver mais tarde. O mais tarde não existe, sua vida é agora !
Você está aí agora. Então como disse o poeta Rael: Levanta e anda.

Não quero ser uma rocha só porque fui machucado, não quero perder a vontade de ajudar e querer bem. Eu só quero mesmo é reciprocidade.

Mas reciprocidade é pedir demais numa geração que empatia é mais escassa que água numa seca.

Alias relacionamento forçado é uma merda, cobrar amor do próximo é uma merda, amor mendigado é uma merda…. tudo que for cobrado É UMA MERDA DAS GRANDES!

E se você tem dores morando em lugares em que dores não deveriam morar, não faça  como eu ouvi por aí: SEGUE O BAILE.

Caralho como assim segue o baile ? para essa porra toda agora e vamos conversar.
As pessoas pensam que deixar seguir e tudo está resolvido, mas elas não entendem que sem resolver os seus problemas, eles não vão se concertam sozinhos !

Deixa eu repetir: Os problemas de sua vida não se concertam sozinhos. Nada, absolutamente nada se concerta sozinho.

Então “segue o baile” essa expressão que me deixa puto não vai concertar sua forma de se relacionar com as pessoas, dizendo de uma forma melhor: isso de apenas deixar que a vida siga, só vai te tornar uma pessoa que finge não se importar, mas lá no fundo você sente, debaixo da máscara você está lá e não importa o quanto você engane os outros, enganar a si mesmo é mais complicado, pois no final do dia você está lá, sozinho com você mesmo !

Aprenda que temos que ser amados por alguém que queira nos amar, e não por alguém que esperamos desesperadamente que nos amem. As coisas não funcionam assim, a vida é diferente dos contos de fadas então você precisa encarar e aceitar que você não tem controle de tudo, lembra ? não temos.

E a gente é tão mais do que diz… Sabe, você aí talvez  deve entender do que estou falando, vamos pense quantas pessoas você já viu sofrendo e que disseram que tudo se resolveria depois, mas não fizeram nada para que melhorassem, as pessoas acham que fingir que o problema não existe fará com que ele desapareça e não ele não desaparece.

Terminei à segunda temporada de blindspot, uma série de FBI e investigações, não gosto muito de séries desses gêneros, são manjadas e afins. Mas no decorrer dessa temporada foi aparecendo uns problemas pessoais dos agentes e um especifico me chamou muito a atenção.

O homem negro, duro e sem sentimentos descobre que era abusado por seu treinador quando era pequeno, suas memôrias foram bloqueadas pelo trauma causado e ele adulto não se lembrava dessas coisas.

E o que ele fez ? em curtas palavras: Deixou o baile seguir. Tentou fingir que não havia acontecido o que aconteceu com ele.

E começou ficar agressivo, começou a beber muito, começou a usar outros tipos de drogas para fugir da realidade cruel em que vivia, se isolou dos seus amigos e companheiros que tentavam de todas as maneiras ajuda-lo, chegou a confundir as coisas com sua parceira de equipe pela carência em que se viu presente.

É uma série, é ficção, mas deixo a pergunta no ar: Quantas histórias assim você conhece, viu ou ouviu falar?

É isso que acontece quando você não aceita os fatos, quando você tenta jogar a poeira para debaixo dos panos, elas se acumulam e uma hora não cabe mais nada.

Então aceita, fale sobre, conversa, tire isso de dentro de você, não acumule magoas e ressentimentos isso lhe fará mal.

Pessoas estão perdidas por aí por conta disso.

 

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Sobre Thiago D.

Minha maior arte é a forma que eu vejo o mundo e as coisas que acontecem ao meu redor, tenho uma empatia muito grande, entendo como as coisas estão acontecendo ou devem acontecer e isso ajuda na minha percepção para fazer sistemas, estruturar raciocínios lógicos e a construir textos, contos e afins. Busco colocar em palavras os mais diversos sentimentos e sensações, o que escrevo não é autobiográfico, eu chamo de usar a vida como matéria prima. Meu jeito de escrever é esse, e se me perguntarem isso é ficção? Ou não é ficção? – Está no papel(no caso, tá no blog), aconteceu ou não, é ficção.

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Textos