Relacionamentos amorosos são coisas curiosas, No começo existe toda aquela empolgação. Você sorri bobo só de olhar para a pessoa. Consegue se imaginar ao lado dela com setenta anos em uma varanda. Você faz de tudo para agradá-la, de preferência com aquelas coisas que são insignificantes para os outros mas valiosíssimas para ela. O mundo só parece completo depois daquela mensagem de bom dia que o seu amor te manda. O mundo é um lugar incrível e viver é maravilhoso.

De repente, aquela sintonia começa a se desfazer. Aquela rotina gostosa de casal começa a parecer maçante e sem graça. Os dois procuram as menores coisas para implicar com o outro. O beijo já não é mais o mesmo, assim como o sexo. Lembrar da pessoa só te deixa bravo e chateado. Em um horizonte infinito, começa a aparecer um possível ponto final. Antes todos os problemas eram solucionados com uma boa conversa. Agora os dois vão dormir cheios de questões mal resolvidas. Até que o fatídico dia chega: um dos dois (ou ambos) percebem que não dá mais, e terminam.

Não tenho muita experiência com namoros e afins, mas pensar no que acabei de descrever me deixa triste e desesperançosa. Como pode em um dia alguém ser o seu bem mais precioso e no outro não significar nada para você? Será que deveríamos nos entregar menos em nossas paixões para que a dor e o esquecimento sejam menos dolorosos? Sinceramente, eu não sei. Como sempre, tenho diversas perguntas e nenhuma resposta.

O jeito é seguir, sem pensar muito nisso. Afinal, posso acabar pirando (mais do que já sou pirada, se é que isso é possível). Talvez o melhor seja curtir enquanto é possível. Sabe de uma coisa? Talvez se não tivéssemos todos esses amores e dissabores, não existiriam os poetas.

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