Dentro do dia, dentro de si
Dentro do grito que está preso
Dentro da manhã, dentro da noite.
Dentro de nada, dentro de tudo.
Quando nada mais importar.
E o último uivo for dado.
Quando nada mais restar.
E o botão for desligado.
Lembraram com saudade.
Lembraram com ódio.
Ela terá sua vingança.
Ele terá ido embora para sempre.
Quando o sol se por.
No dia fatídico.
Ele não fará mais aniversários.
Ele não assistirá mais seriados.
Ele não escreverá seus poemas.
Ele não sorrirá novamente.
Estará tudo enterrado em poeira.
Estará tudo destruído, queimado, desbotado.
Nada mais restará.
A vingança dela terá sido feita.
E seu riso ecoará pelo espaço-tempo.
E seu riso ecoará pelas bordas do abismo.
Onde ele se jogou.
Onde ele se enterrou.
O que ele se tornou.
Não haverá mais nada.
Este é o destino.
E está se aproximando.
Minuto a minuto.
Até que um dia.
As luzes se apagarão.

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