Dê seu corpo.
Dê um copo.
Tudo não estará bem no final.
Nas margens onde lambeia o mar, a areia estará escura. O rubro sangue que corre pelas suas pernas manchará minha camisa e calça.

Não sei sua idade.
Não sei seu nome.
Não sei de onde veio.
Mas você sussurra no meu ouvidos coisas que não era para saber dizer.
Mesmo sabendo que é errado, ainda sim, diz que é uma fantasia.

E sorri, bêbada.

Anjos caídos dançam.
Lobos ferozes estão mastigando a carne.
Eu entro em você tal qual os nazistas em sua Blitzkrieg.
Te faço gozar pela primeira vez na sua vida.

Te busquei no colégio como gesto de ironia.
Te comprei um salgado e refrigerante.
Acharam que eu era seu tio.

Você disse que eu era seu namorado.
Nesta hora eu decidi que não poderia mais te ver.
Nesta hora eu decidi desaparecer.

Te encontro em uma livraria…
Já é maior de idade, já está quase se formando em algum curso de humanas, já está
[buscando seu lugar na superfície.
Também está namorando (ele é mais velho, tem cara de idiota).

Você me reconhece, porém não vai falar comigo.
Eu finjo que estou lendo, mas dou um sorriso daqueles meus sorrisos antigos.
Ela me olha, ela sabe que eu fui seu primeiro.

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