Pousa seu ávido olhar sobre meu corpo

Faz de meu corpo espelho

Enxerga a verdade

Atravessa o rígido peito

Arranca de mim a mágoa

Destrava o ferido coração

Fechado

Lacrado coração envenenado

 

Com um martelo de sentimento despedaça-me

Destrói

Espatifa

Deixa em estardalhaço essa dura alma

A destruição traz a liberdade

A leveza de não mais ser

Ser sempre magoado

Amargurado

Frio

Insensível

 

Desfragmenta-me

Deixe-me em pedaços

Minúsculos pedaços que não podem ser juntados

Que a conformismo não funcione como cola

 

Joga minha alma no fogo

Queime até derreter

Forja-me

Modela-me

Que do formo uma nova peça saia

 

 

 

 

 

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