Textos

Nos tornando quem somos

Dói né? Quando você sente algo te matar por dentro, mas aí você tem que agir como se isso não te afetasse.

Hoje o texto vai ser triste, foda-se, vai ser assim mesmo: triste.

Já ouviu Wake Me Up When September Ends da banda punk Green Day? se não: ouça. É simplesmente fantástica a, e triste, a letra, enfim eu não sei vocês, mas eu tenho esse problema de que quando estou triste, só ouço no meu fone músicas tristes, meu spotify tem até uma playlist que sigo chamada “pelada e triste”, peguei de uma garota, achei genial e melancólico como deveria ser, mas o que quero dizer é que acho que à tristeza faz você acumular e querer coisas tristes para si, meio que você quer ficar dentro de uma bolha onde tudo ali dentro é nublado e cinza sabe? se não sabe, continue assim, não é algo muito legal.

Mas eu falei dessa música não por acaso, tem trechos dela que me fazem pensar e refletir muito, sei lá… me faz lembrar de pessoas que se foram e de como isso mudou tudo e, como essa é uma das coisas que mais gosto de fazer: pensar, estando triste ou não, decidi fazer esse texto.

Então vamos lá, embarque comigo nessa, mais uma vez.

Billie Joe começa a música assim:

Summer has come and passed
The innocent can never last
Wake me up when September ends

Like my father’s come to pass
Seven years has gone so fast
Wake me up when September ends

….

O verão chegou e passou
O inocente nunca pode durar
Me acorde quando setembro acabar

Assim como meu pai se foi
Sete anos passaram muito rápido
Me acorde quando setembro acabar

E nessas duas estrofes, eu já levei uma puta pedrada, daquelas que te deixam desnorteado e sem direção, assim mesmo: zonzo.

A vida passa tão rápido, e todo ano parece tão igual, agosto chega e eu fico mal, setembro vem e eu fico mal, outubro vem e eu fico o quê ? mal.

MAL, MAL, MAL de janeiro à janeiro, de um ano a outro, de um mês à outro, de um dia à outro, assim como Joe continua em sua música:

Here comes the rain again
Falling from the stars

Drenched in my pain again
Becoming who we are

Lá vem a chuva de novo
Caindo das estrelas

Encharcado na minha dor de novo
Nos tornando quem somos

2016 e 2017 foram dois anos muito loucos na minha vida, e comecei esse ano de 2017 virando uma garrafa de jose cuervo, praticamente sozinho, queria esquecer pessoas e coisas que eu jamais imaginaria que fossem acontecer e, aconteceram.

Pessoas que nunca me imaginei sem, foram saindo da minha vida e reencontros cruéis  demais aconteceram. Por um tempo achei que fosse surtar e para ser sincero surtei, e perdi mais pessoas nesse processo, é incrível como basta você ficar mal para as pessoas sumirem de sua vida e outras que nem imaginei entrando na minha vida, entraram.

E então descobri a importância de abrir mão de algumas coisas, e agora sei que coisas boas se vão e maravilhosas podem vim em seguida.

O foda, é que nesses últimos meses ando tendo sonhos contigo, daqueles que acordamos sem saber realmente se era um sonho ou não.

Doí no sonho te ver, imagine então quando abro meus olhos.
Sinto tanto sua falta que acho que meu cérebro me sabota nos sonhos, querendo confortar esse vazio que você deixou.

Dizem que sonhamos com o que fomos dormir pensando, então porquê frequentemente sonho com você? acho que mesmo inconscientemente você é o pedaço de mim que falta, e para sempre vai faltar, entende? Claro que não entende, você nem está lendo isso, para começar.

O mais complicado não é não ter mais você na minha, o mais difícil é ter você nela, mesmo você não fazendo mais parte dela. Isso machuca diariamente.

Corrói, doí, queima e me destrói. Penso no quanto fizemos um pelo outro para no fim sermos completos estranhos.

Penso as vezes que quando desconhecidos se tornam especiais em pouco tempo é uma sensação maravilhosa, pois encontramos alguém com que compartilhar à vida, mas e quando alguém próximo e íntimo, se torna desconhecido ?

Mas ai lembro que todo mundo é meio lixo né, então isso que me deixa mais tranquilo em viver nessa sociedade de uma forma geral.

 

 

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Sobre Thiago D.

Minha maior arte é a forma que eu vejo o mundo e as coisas que acontecem ao meu redor, tenho uma empatia muito grande, entendo como as coisas estão acontecendo ou devem acontecer e isso ajuda na minha percepção para fazer sistemas, estruturar raciocínios lógicos e a construir textos, contos e afins. Busco colocar em palavras os mais diversos sentimentos e sensações, o que escrevo não é autobiográfico, eu chamo de usar a vida como matéria prima. Meu jeito de escrever é esse, e se me perguntarem isso é ficção? Ou não é ficção? – Está no papel(no caso, tá no blog), aconteceu ou não, é ficção.

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