Ela não quis engolir, mas ela tinha prometido. Nunca faça uma promessa para um homem que está com o pau na sua boca, ela fez, ela disse que ia engolir porém, quis mijar para trás, quis ficar na moita, quis dar uma de judas. Ela me olhou com olhinhos embotados, ela me olhou como se tivesse achado aquilo tudo uma péssima ideia. Ela não quis engolir, mas agora já era tarde, eu já estava no fundo da sua garganta com minha sopa primordial pronta. Coitados destes espermatozoides que encontraram um estômago para fecundar, triste daqueles foram gozados em um ânus.

Ela não quis engolir, mas agora já não fazia mais parte de sua escolha. Se ela tivesse me dito que não queria engolir eu até pensaria no seu caso e teria desistido, mas agora era tarde, ela não conseguia falar ou eu não quis escutar. Tarde demais, muito tarde. Seus olhos brilharam e seu nariz se eriçou, nunca, nunca prometa a um homem que você vai engolir e desista, uma vez na boca fica feio cuspir.

Deslizou pela garganta como uma rocha fundamental, ela tossiu e tossiu mas no final acabou rindo. Ela achou nojento e eu disse que para quase tudo se tem a primeira vez. Ela me disse que nunca imaginou que um dia faria isso e eu repeti o papinho da primeira vez.

Ela me beijou e eu confesso que senti um pouquinho de nojo.

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