janeiro 16, 2018

É Jazz porra!

O mundo precisa saber deste filme!

Tem Spoilers, então não fode.

Eu fiquei protelando assisti-lo, tem tantos filmes na minha lista que um ou outro acabam escapando entre meus dedos e Whiplash infelizmente foi um destes. Eu havia esquecido completamente deste filme magnífico, mesmo com todo o clamor que ele teve no Oscar de 2014 (acho que este era o ano).

Indo ao filme: Temos um maestro/professor de uma renomada faculdade de música que deseja encontrar o próximo Charlie Parker, enquanto temos um baterista levemente depressivo que busca se tornar o próximo Gene Krupa. O embate entre os dois é magnífico, pois temos um professor linha dura, J.K. Simmons em uma das suas melhores atuações. Sua filosofia é muito interessante, ele busca forçar o limite dos alunos, buscando exigir ao máximo para tentar despertar o melhor. Em uma das cenas mais icônicas ele diz: “as piores palavras do nosso idioma é bom trabalho”.

Bem o resto você assiste a porra do filme e vê o que acontece, mas o intuito desta “crítica” é outro.

Este filme entra para a minha lista dos 10+ porque ele deixa algumas lições muito boas. Primeiro de tudo é que esta geraçãozinha Nutella que vivemos não está preparada para sentir pressão de verdade. Parafraseando um momento do filme: J.K. Simmons conta a história de Charlie, the bird, Parker. Onde o mesmo estava tocando muito mal e o baterista lançou um prato em sua cabeça, deixando-o humilhado. Deste dia Parker começou a tocar cada vez melhor até se tornar um dos maiores saxofonistas de todos os tempos. É isso garotinho, a vida não é dura, só conseguira atingir o que deseja com muito trabalho e dedicação.

Precisa sangrar um pouco para fazer um bom reboco.

Então, quando pensar em desistir de tudo e se matar, lembre-se dos antigos músicos de Jazz, que estavam se fodendo para tornarem-se lendas.

Lembre-se daquele cara que está estudando enquanto todos dormem.

Lembre-se do puto que está aprendendo algo novo para se tornar diferente.

Depois dizem “graças a Deus!”. Que se foda, só atinge a plenitude quem dá o sangue por algo, quem vai além do limite, quem se joga no fogo buscando a dor e o aprendizado. Muitos devem achar que o professor pode era abusivo, exigia demais de seus alunos. Mas quando se procura o próximo Charlie Parker, as piores palavras que você pode falar é “bom trabalho”.

No mais, assistam a este filme, acabou de entrar no catálogo Netflix. Coloquem no volume máximo, acordem os vizinhos com o mais puro Jazz.

Escutem Art Barkley, Charlie Parker, Herbie Hancock, John Coltrane, Charles Mingus, Milles Davis, Gene Krupa, Chet Barker, Cannonball Adderley entre tantos outros.

Lendas nunca morrem.

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Participe da conversa! 2 comentários

  1. Um filme excepcional, no top dos meus preferidos

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  2. Esse filme é demais cara!

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Sobre Rhuan Rousseau

Tenho uma lista de filmes para assistir e um tanto quanto de livros para ler. O tempo é tão escasso nestes anos tão estranhos. Escrevo buscando entender este mundo, tal qual um escritor de um manual de instruções. Pretendo um dia ter uma casa com uma janela para um cemitério. Uma boa maneira de pensar na vida e no futuro indubitável de cada um. Agora buscando uma resposta para o futuro em antigas mitologias perdidas. Também querendo ganhar um dinheiro extra, sou um ser humano como todos os outros, e ter uma independência mesmo que pequena, comprar quadrinhos entre tantas outras coisas. Espero que gostem dos meus textos loucos e das minhas estranhas visões do mundo. Blog pessoal: http://omiopepsicopata.blogspot.com.br/ Twitter - @rhuanroussseau

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