O mundo precisa saber deste filme!

Tem Spoilers, então não fode.

Eu fiquei protelando assisti-lo, tem tantos filmes na minha lista que um ou outro acabam escapando entre meus dedos e Whiplash infelizmente foi um destes. Eu havia esquecido completamente deste filme magnífico, mesmo com todo o clamor que ele teve no Oscar de 2014 (acho que este era o ano).

Indo ao filme: Temos um maestro/professor de uma renomada faculdade de música que deseja encontrar o próximo Charlie Parker, enquanto temos um baterista levemente depressivo que busca se tornar o próximo Gene Krupa. O embate entre os dois é magnífico, pois temos um professor linha dura, J.K. Simmons em uma das suas melhores atuações. Sua filosofia é muito interessante, ele busca forçar o limite dos alunos, buscando exigir ao máximo para tentar despertar o melhor. Em uma das cenas mais icônicas ele diz: “as piores palavras do nosso idioma é bom trabalho”.

Bem o resto você assiste a porra do filme e vê o que acontece, mas o intuito desta “crítica” é outro.

Este filme entra para a minha lista dos 10+ porque ele deixa algumas lições muito boas. Primeiro de tudo é que esta geraçãozinha Nutella que vivemos não está preparada para sentir pressão de verdade. Parafraseando um momento do filme: J.K. Simmons conta a história de Charlie, the bird, Parker. Onde o mesmo estava tocando muito mal e o baterista lançou um prato em sua cabeça, deixando-o humilhado. Deste dia Parker começou a tocar cada vez melhor até se tornar um dos maiores saxofonistas de todos os tempos. É isso garotinho, a vida não é dura, só conseguira atingir o que deseja com muito trabalho e dedicação.

Precisa sangrar um pouco para fazer um bom reboco.

Então, quando pensar em desistir de tudo e se matar, lembre-se dos antigos músicos de Jazz, que estavam se fodendo para tornarem-se lendas.

Lembre-se daquele cara que está estudando enquanto todos dormem.

Lembre-se do puto que está aprendendo algo novo para se tornar diferente.

Depois dizem “graças a Deus!”. Que se foda, só atinge a plenitude quem dá o sangue por algo, quem vai além do limite, quem se joga no fogo buscando a dor e o aprendizado. Muitos devem achar que o professor pode era abusivo, exigia demais de seus alunos. Mas quando se procura o próximo Charlie Parker, as piores palavras que você pode falar é “bom trabalho”.

No mais, assistam a este filme, acabou de entrar no catálogo Netflix. Coloquem no volume máximo, acordem os vizinhos com o mais puro Jazz.

Escutem Art Barkley, Charlie Parker, Herbie Hancock, John Coltrane, Charles Mingus, Milles Davis, Gene Krupa, Chet Barker, Cannonball Adderley entre tantos outros.

Lendas nunca morrem.