Poemas

Ciclo da existência. 

Antes de nascer 

o universo 

arquitetava 

surpreender,

com tinta na nuvem 

rabiscava as

pegadas

marcava as 

coordenadas 

criava uma alma.

Os registros ficam 

no céu 

como num livro, 

são estrelas.

Protegido! 

Os registros fazem 

conexão,

conosco através do 

trovão.

Berrandooooooo,

tú es forte 

tanto quanto 

o oceano! 

O vento

faz a gente 

se esbarrar,

o vento

faz o elo

vingar. 

O vento

sopra e…

destina as pessoas,

destina os vícios,

destina as memórias,

destina os delírios,

endereçou até os perdidos.

Nada explica quem 

será irmã 

quem será vilã,

nada explica quem 

será amiga 

quem será víbora. 

Nada explica 

a conquista 

“escolhida”,

nada explica 

a batalha perdida.

As coisas vem,

por qual motivo? 

As coisas vão,

qual a direção? 

As coisas

acontecem 

acordam a emoção

e interagem,

todas

as sensações

estão de passagem.

Outro dia

em outro tempo 

você volta e eu vou, 

dividimos o caminho

em outro momento

nosso abraço 

foi eterno, 

agora te levo

em cada passo. 

e você me leva

pelo passado

COM-PAR-TI-LHA-DO. 

Ora crescemos,

transcendemos

e com sorte 

entendemos 

que somos um

único remendo

da renda de um 

templo! 

Somos como

borboleta,

transformação 

da natureza,

sutil e efêmera

beleza. 

Borboletando,

desfilando

iniciando um

aprendizado em

cada canto. 

O

CONTROLE 

NUNCA 

É 

TOTAL

PRESSA

[quiçá]

SALVA

e pode

INSTIGAR

O

MAL.

Rasga o véu do acaso, 

falha em todo espaço.

Contradiz o sonho 

PRO-GRA-MA-DO,

o [aqui] é limitado

quando se deixa ficar

A-CO-RREN-TA-DO.

Aversões e razões,

comodismo e disposições. 

Ataques e alienações,

certezas e suposições.

Eis a vida,

aqui alegre

ali deprimida!

Infinidade resumida 

seriedade descabida 

profundidade rasa 

toda existência acaba

descansa e depois

RE-TOR-NA.
Volta para nuvem,

volta para o nada.

Volta ser poeira estrelar,

volta no universo transitar.

Volta ao eterno brilhar! 
Em qual energia você quer morar?

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1 comentário em “Ciclo da existência. 

  1. Achei muito lindo o texto. Singelo e profundo.
    Gostei muito desse trecho:

    Ora crescemos,
    transcendemos
    e com sorte
    entendemos
    que somos um
    único remendo
    da renda de um
    templo!

    Eu sou mais pessimista e acho que nunca entendemos, mas gostei bastante.

    Achei um pouco problemático o espaçamento duplo, deixou muito alongado o texto.

    Novamente, ótimo texto.
    Um abraço.

    Willian Vulto
    https://lugarnenhum.net

    Curtido por 1 pessoa

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