Alguns sorrisos dentro de minha alma se destacam nesta madrugada.
Um naco de dor se desprende em meio à escuridão. Gostaria de ser um grande literário, porém apenas consigo minhas pequenas lamúrias nas noites quentes de verão.
O que sou além de uma grande idiossincrásica? Eu não posso ser encontrado no dicionário, na esquina, no Selfie.

Ele está no telhado.

Ele está me observando.

Vejo seu sorriso no escuro.

Não estou em lugar nenhum deste mundo. Não pertenço a nenhuma esquina. Apenas em algumas sujeiras espaças posso me identificar. Uma identidade estranha, escassa, mesquinha. Sonho ser um caroneiro dos anos 40. Averso a tudo, todos. Drogado e largado para as baratas. Esmolando o próximo almoço e janta.

A estrada como minha linha guia.
O mundo como único amigo. (e alguns cigarros)

Uma máquina de escrever (ou um caderno com algumas canetas) como confidente.

A solidão como roupa.

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