Não seremos protagonistas. Isso é muito curto e grosso. Não seremos protagonistas revolucionários que trarão uma nova forma de pensamento, não seremos a nova partícula divina que trará um novo entendimento para a humanidade, desencane. Dizer que toca o foda-se, dizer que é poderoso(a) que é imune as criticas, que irá “lacrar” todos os comentários opressores, que consegue entender as relações humanas. Tudo isso é ilusório, tire o cavalinho da chuva. A humanidade não depende de você para seguir o caminho. Praticamente o resto do mundo não sabe quem você é, não se importa, e é muito provável, estatisticamente, que não faremos número o bastante para marcar o mundo com nossa presença.

Crescemos com a literatura, com o cinema, com as músicas dizendo que seremos os próximos grandes escritores, cineastras, atores e atrizes, os próximos grandes músicos. Com a chegada do Youtube e os Youtubers, a fama feita pela internet, pelos seguidores do Twitter se tornou algo muito mais palpável, porém muito competitivo. Muitos acreditam piamente que com suas musiquinhas de garagem vão conseguir mudar o mundo. Não se esqueçam que John Lennon não acabou com a guerra do Vietnã e a turminha do Geraldo Vandré não acabou com a ditadura militar.

As coisas acontecem por causa da política, movimentos políticos e seus politicóides. Um pequeno grupo de pessoas, que não seremos nós, toma conta de grande parte do poder mundial. Se realmente você acredita que agitar uma bandeira na frente da casa branca irá fazer Donald Trump deixar de ser o idiota que é, sinto informar-lhe mas você está enganado.

“Porém a união faz a força” os desenhos da Pixar já nos ensinaram. Só que ninguém quer por o cu na reta. Nunca se formará gente o bastante para derrubar um governo ou mudar de fato as leis, e se isto acontecer, como aconteceu no Egito, certamente o movimento se corromperá e tudo ficará ainda pior do que já era. Quem gosta de história poderá se ater a exemplos como a revolução Francesa. Tiraram um rei e terminaram com Napoleão. Não se engane, o homem nasceu necessariamente mal e mesquinho, e os super-heróis não existem, porém os vilões estão lá, roubando e matando. Ninguém vai dar o primeiro passo, ninguém vai enfrentar os gafanhotos maldosos para salvar o formigueiro. Somos condicionados a escravidão, a servidão. Adoramos a anestesia, logo preferimos que pense por nós.

O puto do Karl Marx não acreditava na revolução do proletário.

Mas só é necessário um imbecil fascista para conseguir movimentar massas de pobres infelizes.

Só precisamos de um líder religioso para fazer você se atirar contra um prédio e explodi-lo.

Só precisamos de alguém apontar o dedo para o apedrejamento começar sem notar o que acontecera de fato.

Massa de manobra.

Agora enfiem no cu esta ideologiazinha babaca de ser o poderoso, ser o fenomenal, ser o diferentão. Esta é a nova moda dos livros de auto-ajuda, “seja o cuzão pica das galáxias”. “mande todos tomar no cu, Yeah”, “Dez dicas para se tornar o poderoso”, “Como mandar o Foda-se e conquistar o mundo” São tão babacas que até nas capas dos livros eles suprimem o “palavrão”, mas ainda sim, querem ser os bocetadores! Tudo isso é merda editorial querendo te transformar em algo que você não é.

Você não é foda.

Você não é único.

Você não é o the chosen one.

Você não é um Jedi.

Viva os dias da sua vida, encontre alguém que valha a pena viver contigo, seja feliz e pleno. Abra a mente para diversos pontos de vista, evite discussões banais com estes “lacradores” babacas. Faça um filho, construa uma casa, escreva um livro. Não espere o retorno, não espere as palmas, elas nunca serão dadas. Não espere sucesso e fama. Esta parada é igual ao Nirvana, você só o atinge quando você não busca mais o atingi-lo. Seja útil, não espere protagonismo, estas coisas caem no seu colo e se você está preparado ótimo, se não, a chance passa e as páginas mudam. Se alguém fala como você deve ser e o que deve fazer, mande-o tomar no cu. Namastê de cu é rola (isso serve também para o autor deste texto que você lê).

 

 

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