Ao meu cigarro.
Único artefato fálico que me dá
prazer.
Ele sabe que
estou a morrer.
Mesmo assim ele me chama.
Ele quer meu corpo.
Meu pulmão incandescente.
No seu ato indecente.
de na rua sua branca fumaça
respirar.
Seu gesto indecente de me deixar sem ar.
De me sufocar.
De me aliviar da responsbilidade
da conversa depois de gozar.

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