Pelo o tanto que já ouvi de comentários sobre ele, Machado de Assis é tão genial quanto deveria ser e, nesse livro consegui ver o porque de tanta repercussão sobre o escritor.

O livro já começa com uma pancada na boca do estômago:

Ao verme que primeiro roeu as frias carnes do meu cadáver dedico como saudosa lembrança estas memórias póstumas.

Nesse momento já percebi a grande sacada do Machado, quem escreve o livro é o Brás Cubas. Isso meus caros, já deu nó na cabeça e empolgação suficiente para saber à história do defunto.

Bom, são 268 paginas, com as ultimas dedicadas a notas; com explicações sobre termos usados no livro e referências a acontecimentos históricos e assim por diante.

Eu particularmente amei esse livro, mas sei que não é de uma leitura fácil ou de gosto fácil para qualquer um, então por isso não recomendo à todos, principalmente quem esteja iniciado no mundo da leitura: Não leia.

Sim não leia se você for iniciante em leitura, você provavelmente ira odiar a forma que é escrito e narrado o livro, mas se você lê a bastante tempo, se dê esse presente e leia; você iria se deliciar nessas páginas, assim que pegar o ritmo de Brás Cubas.

Esse foi o 9° e último livro do mês de janeiro que li e então deixo aqui essas três colocações sobre o livro, para recordações futuras.

1° Obrigado Brás Cubas por ter contado sua vida nessas poucas páginas.

2° Obrigado ao genial Machado de Assis por ter emprestado suas mãos e, imaginação ao personagem.

3° E por fim um dos trechos que com certeza absoluta, me marcou e vai me marca para sempre:

[…] Somadas umas coisas e outras, qualquer pessoa imaginará que não houve míngua nem sobra, e, conseguintemente, que saí quite com a vida.

E imaginará mal; porque ao chegar a este outro mistério, achei-me com um pequeno saldo, que é a derradeira negativa deste capítulo de negativas:

– Não tive filhos, não transmiti a nenhuma criatura o legado da nossa miséria.

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