Pouparam do vínculo, 

do abraço 

da lembrança 

que seria

estrago.

Estardalhaço 

sem itinerário. 

Coração

sem destinatário.
Pouparam de erros 

cometer, 

me privaram e fiquei

sem aprender.

A inocência não 

foi embora, 

adormecer.

Gelo respirei.

Sem emoção 

os dias 

ultrapassei. 
Passos controlei,

na linha andei.

Não oscilei,

na reta continuei

por curva não viajei.
Prazer dispensei,

na média repousei.

Não machuquei, 

não me estrepei 

muito menos amei.
Dias de pedra 

e o tempo

se apaga como

uma vela. 
Será que vale a pena 

viver sem adrenalina?

Sem por o pescoço 

na guilhotina? 

Sem sair da rotina? 

Sem a barriga por 

dentro arrepiar? 

Sem borboletas no 

estômago soltar?
Estar aqui sem 

sentir

é o mesmo 

que

viver sem 

existir? 
Vale mesmo alegre ser 

por nunca se arrepender?

Por favor, me diz você.

Anúncios