A Carneia – Parte 1 – Suruba primordial

 

Apaguei o cigarro na vazia garrafa de cerveja. Uma longneck de cerveja barata. Eu, como um ser desempregado, meus únicos luxos eram os cigarros e minhas bebidas. Um oásis da tranquilidade em meio ao caos urbano. Nunca se bebe a cerveja toda de uma destas garrafas, o barulho do finado cigarro atingindo o líquido, e o cheiro de molhado dos restos tóxicos daquele pequeno enrolado industrial de papel eram a música da decadência humana. Eu. deitado no chão da sala, o pequeno aparelho de som com um disco de Hank Mobley trabalhando. O barulho de seu saxofone preenche todos os espaços do micro apartamento escuro e sujo.

Acordei assutado com um bloco de carnaval passando em minha rua. As pessoas gritando e sorrindo, a música baiana adentrando os imaculados espaços do mesmo apartamento citado anteriormente. Eu odeio acordar com susto, minha cabeça lateja na mesma hora. Pego uma das garrafas próximas a mim e bebo acreditando ser uma garrafa esquecida, porém apenas consumo as minhas próprias cinzas de cigarro molhadas com cerveja choca e quente (um resto mínimo de cerveja). Começo a tossir e a engasgar como um velho. Praguejo contra o carnaval e esta música horrível. Decido me enterrar em um banho demorado, tomando alguma coisa mais alcoólica ainda. Eu realmente não arredaria o pé de meu apartamento por nada neste mundo.

Este pensamento perdurou até eu descobri que havia consumido todas as cervejas de minha humilde geladeira. Eu teria que encarar o bloco de carnaval e suas pessoas estupidas até o mercado mais próximo, mas pensei novamente em deitar me no sofá e acordar apenas na quinta-feira. Completamente irritado deitei em meu sofá, me cobri com um encardido lençol, mesmo com a carneia apoteótica no exterior de minha cubiculosa moradia. Um pouco antes de entrar no segundo sono, meu celular toca. Um amigo de velha guarda, sempre com excelentes mulheres em suas agendas pessoais.

– Péssima hora! – eu disse ao atender. Esse meu amigo, nomeado de Roberto, me dissera que acontecerá um pequeno bailinho de carnaval na casa de um dos seus amigos, e ele adoraria que eu aparecesse para beber e recitar alguns dos meus poemas. Disse que nada neste mundo me faria sair de meu ninho.

Porém, sem muita dificuldade, Roberto me convenceu a sair de meu abrigo.

– João Felipe! – disse Roberto ao me abraçar e me entregar uma cerveja. Roberto fazia o estilo mineiro come quieto. Magro, moreno e mulherengo. Sempre o via com alguma guria diferente. O conheci nos tempos que eu andava entre os partidos estudantis, hoje tanto ele quanto eu não damos a mínima para estas causas de merda. Roberto sempre se vestiu muito bem, também sempre mentiu dizendo que era empresário, mas estava mais para urubu; apenas espera que seu velho morra para tomar sua parte da herança. Enquanto isso ele recebe uma boa mesada de seus familiares. Um dinheiro rico para se fazer merda – ainda bem  que chegou. Lembra aquelas minas do curso de psicologia? Descobri as que não iam viajar e elas estão ali.

– Vim só para beber de graça, to sem dinheiro e acabou minha cerveja.

– Tá desempregado? Se quiser te empresto algum.

– Depois falamos disto Roberto.

O ambiente não era o mais agradabilíssimo. A mesa das meninas da psicologia compartilhavam baseado e risadas. Mais distante uns três gays afetados riam como hienas. O lugar era uma casa simples, pequena. O amigo de Roberto, do qual não sei o nome, era um dos gays afetados. Ele sempre “emprestava” o lugar para reuniões de diversos partidos políticos de esquerda. Os vizinhos não se incomodavam tanto.  Eu trabalhava minha cerveja sozinho num sofá próximo à cozinha. Eu apenas estudava o rosto das meninas, via suas marcas de expressões, deduzia quem dormia mais, quem dormia menos, as lésbicas, as recatadas, as lobas em pele de cordeiro. Uma das garotas que estavam em um grupo no sofá olhava para mim, eu retribui o olhar e vi que ela olhou para baixo, logo após nossa visão ter se esbarrado. Levantei-me e aproximei da “mesa redonda” daquelas garotas.

– Que vergonha! – eu disse direcionando para a garota que estava me olhando. Todas pararam de conversar e ficaram e encarando, um pouco constrangidas. Eu prossegui – essa ai me olhando descaradamente durante horas e não teve coragem para levantar e ir falar comigo.

– Ela é cara de pau mesmo! – disse uma das amigas enquanto todas as outras explodiam em risadas. A guria que olhou para mim riu também. Minha abertura tinha sido efetiva. Fiz mais um ou outro comentário engraçado e logo já estava enturmado com aquelas meninas. Eram cinco no total, a mais nova com dezesseis (era a que mais bebia) e a mais velha com vinte e cinco. A que me encarou, tinha uma mexa rosa no cabelo, 23 anos de idade.

Nosso canto da sala eram só risadas e bebidas. Logo Roberto se aproximou e começou a fazer mistura no jogo. Claro que nosso objetivo não sera ficar amigos daquelas mulheres, e pouco a pouco fomos conduzindo a conversa amigável para a putaria. As garotas começaram a falar de suas trepadas antigas. Dos relacionamentos lésbicos e dos caras que não as fizeram gozar. A guria de dezesseis nunca tinha sido fodida, ela era bi porém só se relacionava com mulheres. A mais velha, também mais safada, dissera que já tinha feito de tudo. Roberto sacou minha estratégia e começou a incentivar. A festa ao nosso redor se tornou um esboço embaçado. Aquele grupo de meninas era nosso principal foco.

– Sabe – disse eu com um tom meigo na voz – acreditam meninas que nunca “fiz amor” com mais de duas gurias?

– ohnnn, ela ainda fala “fiz amor” – disse a que e encarava posteriormente.

– Eu também teu curiosidade de dois caras me fodendo – disse a mais velha. O resto também fizera seus comentários. Minha semente da ideia havia sido plantada.

Se passavam das dez da noite quando Roberto lançou uma ideia geral. Continuar a festinha num Motel próximo à praia. Existiu um silêncio momentâneo, mas todas toparam, não sei se por influência do álcool ou por causa dos do deus Baco.

– Podemos fazer assim – disse eu – somos um grupo de sete, cada um pega um quarto e um grupo de 3 pega um quarto, depois todo mundo se reúne no mesmo quarto. E a Ângela tenta dar uma enganada caso peçam a identidade dela.

Depois do plano firmado, fomos em dois carros para o Motel da praia. Roberto, já bem bêbado, dirigia tomando o máximo de cuidado para não sair da faixa principal. E o carro com as outras meninas as vezes ziguezagueava. Se a praia fosse um pouco mais distante, certamente teríamos ou morrido ou matado alguém no caminho. Quando o bando chegou no estabelecimento, o rapaz da recepção tomou um susto e sem que tivéssemos falado nada, ele protestou dizendo que não pode ficar sete pessoas e um quarto. Explicamos que precisávamos de três quartos, então ele apenas nos entregou a chaves. Ângela, a menor de idade, passou despercebida aos protestos de tão prestativo funcionário.

Fui para o quarto com Rebeca, a garota que me encarou, riamos e conversávamos. Começamos até nos beijar, quando decidimos sair e nos encaminhar até o quarto 303, onde era a grande concentração. Roberto já havia começado a trabalhar na garota de 25 anos, enquanto a outra se masturbava assistindo a ambos.

– Eita que nem sabem esperar hein – disse Rebeca. As outras meninas chegaram alguns momentos depois que chegamos.

Sete pessoas em um quartinho de Motel, todos nós começamos a nos despir e a nos beijar. Rebeca continuou suas investidas em mim, sua língua ia até o fundo de minha garganta. Eu sentia sua boca em mim, eu enterrava meus dedos na boceta de alguém ao meu lado direito e sentia alguém encaçapando meu pau. Roberto comia Ângela de quatro, enquanto ela lambia a boceta de uma outra garota. Logo Rebeca sentou em minha cara e eu afundei minha língua em sua xota molhadíssima. Uma xota sem um único fiapo de pelo, com um desenho muito bem delineado. No meu pau duas garotas chupavam e uma delas era comida por Roberto que também bolinava em Ângela. Por alguns instantes eu gostaria de morrer. Seria lindo a manchete no jornal “Homem é encontrado morto em quarto de Motel, enfartou durante uma suruba”.  Comecei a mandar ver na garota mais velha: ela de quatro, eu enterrando meu cacete nela, e ela chupando a boceta de Ângela. Esta guria gemia alto como uma sirene de ambulância, um pouco exagerado até.

Trepamos, fodemos, fodemos, trepamos.

Na primeira pausa, Roberto acendeu um baseado, isso empesteou o quarto. Sempre fico um pouco enjoado com o cheiro. Eu me sentia um deus grego entre aquelas garotas nuas, cada xota mais linda que a outra, cada peito mais bem feito que o outro. Tinha boceta para todos os gostos, para todas as formas. Tínhamos, uma morena, uma bunduda, uma peituda, uma não tão experiente, uma bem experiente e uma porra louca. Roberto ria risos de hiena ao fumar o baseado e eu esvaziava as garrafas de cerveja do frigobar.

– Vamos apostar, quem for a última a sair no zerinho o um vai receber uma dupla penetração. –  Ângela disse de supetão. Todos nós nos entreolhamos com vontade de rir. Eu imaginei que isso seria ignorado, porém todas as garotas começaram unissonamente “zeeeeeeerinhoooo ou um”

Na primeira rodada Ângela e Rebeca saíram. Depois a garota mais velha saiu e o último desafio foi no par ou ímpar. Quem perdeu foi Fernanda, a de vinte anos, estudante de enfermagem. Magra, morena, seios muito bons. Sua boceta era deveras apertada, com uma boa pelugem da mesma cor dos seus cabelos castanhos claros. Ela tinha aqueles dentinhos separados que eu acho um charme. Fernanda olhou sem graça para todo mundo, como se quisesse desistir, mas Ângela gritou: “perdeu, não pode arregar”.

Fernanda estava de quatro, Roberto a penetrou por baixo, pela boceta,  e ela não fazia movimento nenhum, apenas deixava Roberto dentro sentando em seu pau. Eu vi aquela bundinha maravilhosa Fernanda me esperando. Eu afastei as bochechas de sua bunda e comecei a introduzir meu pau no seu cu.

– Eu nuncaaaaaa fiiiiiiiiiiiiz anaaaal aaaantes!! – disse Fernanda.

Eu e Roberto começamos a nos mexer, eu sentia um asco porque eu conseguia sentir o pau do Roberto roçando na boceta da Fernanda, mesmo eu estando na porta numero dois. Todas as garotas começaram a se beijar e a se masturbar, enquanto eramos o centro daquele ritual macabro. O ânus de Fernanda já estava no diâmetro do meu pau, com bordas bem vermelhas. Decidi parar a dupla penetração, e ir para outro alvo. Limpei meu pau na pia do banheiro e fui em Ângela, que não lembrava se havia comido ou não. Fernanda pediu um tempo e ficou assistindo nós retomarmos a festinha enquanto chupava uma das garotas. Roberto pegou mais duas, e depois eu acabei retornando para Rebeca, finalizando sua boceta divina.

Sinceramente eu não sei se elas gozaram ou não, também não me importava. Terminamos aquela noite todos dormindo juntos, como refugiados de guerra. Porém, eu havia me apaixonado por Rebeca.

-Continua-

 

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Autor: Rhuan Rousseau

Tenho uma lista de filmes para assistir e um tanto quanto de livros para ler. O tempo é tão escasso nestes anos tão estranhos. Escrevo buscando entender este mundo, tal qual um escritor de um manual de instruções. Pretendo um dia ter uma casa com uma janela para um cemitério. Uma boa maneira de pensar na vida e no futuro indubitável de cada um. Agora buscando uma resposta para o futuro em antigas mitologias perdidas. Também querendo ganhar um dinheiro extra, sou um ser humano como todos os outros, e ter uma independência mesmo que pequena, comprar quadrinhos entre tantas outras coisas. Espero que gostem dos meus textos loucos e das minhas estranhas visões do mundo. Blog pessoal: http://omiopepsicopata.blogspot.com.br/ Twitter - @rhuanroussseau

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